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domingo, 30 de outubro de 2011

A força laranja - Análise ao Feirense-Sporting



Custou mais do que costume, mas aí está ela, a décima vitória consecutiva, em mais uma demonstração de raça e frieza de espírito, o jogo de Aveiro foi difícil, o Feirense defendeu e atacou bem na 1ª parte, deu a ideia que até esteve uns "furos" acima do Sporting, mas nunca materializou esse ascendente.
Há, a dois minutos do descanso, um penalti claro de Varela sobre Elias, penalti esse não assinalado pela equipa de arbitragem, mais uma vez prejudicados pelos erros cometidos por quem devia defender a verdade desportiva, já são muitos casos esta época, resta perguntar...até quando?
A 2ª parte trouxe outro Sporting, mais rápido, incisivo, batalhador, Capel e Schaars levaram a equipa para a frente, o ritmo e velocidade de jogo aumentaram com isso, até Rinaudo avançou mais no terreno e criou mais espaços, a expulsão de Henrique, por duplo amarelo, num espaço de três minutos, por faltas sobre Capel, foram fundamentais para o desfecho da partida, até aí o Sporting não tinha sido superior ao Feirense.
Aos 63 minutos o momento de jogo, Cris derrubou Schaars dentro da área (o melhor em campo esta noite), desta vez André Gralha fez o exigido, apontou para a marca de penalti, van Wolfswinkel, com a sua frienza habitual, bateu forte e colocado, fora do alcance de Paulo Lopes, era o começo de mais uma vitória do Sporting, o princípio do fim para a turma da Feira.
As substituições tiveram o condão de espevitar ainda mais a equipa, em especial a entrada em campo de Carrillo, um desequilibrador, hoje foi o melhor leão vindo do banco, sem surpresas e numa jogada de insistência dos dois centrais, Schaars rematou de primeira, de pé esquerdo, "matando" o jogo ao minuto 77, a "força laranja" está aí, para durar...como diz uma música de Jorge Palma "Enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar, enquanto houver estrada para andar...".


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

Feirense-Sporting - Antevisão





Hoje em Aveiro, no Estádio Municipal, casa emprestada do Feirense, joga o Sporting, num desafio aliciante e que promete dificuldades, é que esta época o Feirense esteve em grande plano na Luz e em Aveiro, contra o FC Porto, mostrando-se nesses dois jogos uma equipa organizada, com bom toque de bola, e acima de tudo forte no contra-ataque.
A forma corajosa, e acima de tudo competente com que o Sporting encarar o jogo de logo à noite, será, poucas ou nenhumas dúvidas tenho, meio caminho andado para a equipa de Domingos conquistar os três pontos, que são absolutamente necessários para as "contas" desta Liga, é que os nossos rivais ganharam nesta jornada e ficaram, à condição, com seis pontos de avanço sobre nós.
Domingos já contará com Onyewu e Jeffrén para o jogo de Aveiro, mais duas opções, que causando mais dores de cabeça na hora de escolher o onze inicial, não deixa de ser positivo, ter mais duas opções de peso é sempre bom, já diz o ditado "Mais vale haver a mais, do que a menos".
O Feirense deve actuar com duas linhas de quatro homens, uma na defesa e outra no meio-campo, muito próximas uma da outra, e duas unidades na frente, encostadas às alas, a ajudarem, não duvido, na cobertura defensiva, e a soltarem-se em diagonais, procurando espaços entre os laterais e os centrais, não permitir que o Feirense lance contra-ataques, e acima de tudo não perder "bolas" no meio campo, será grande parte da receita para uma vitória.
O Sporting deve actuar no habitual 4-3-3, com Rui Patrício na baliza, João Pereira, Daniel Carriço (ou Onyewu), Polga e Insúa no sector defensivo, Rinaudo, Elias e Schaars no meio campo, com Matías e Capel nas alas, no apoio directo ao ponta-de-lança Ricky van Wolfswinkel, uma ou outra alteração é possível, mas o elenco para logo deve ser este.
A pressão alta do Sporting, à imagem da aplicada no jogo com o Gil Vicente, não deixando a equipa adversária "respirar" nos seus primeiros 30-40 metros de construção, é outra das vertentes importantes do nosso jogo, há que "rodar" nos limites, "roçar" a concentração máxima, e muito importante, trazer os três pontos de Aveiro, duma coisa tenho certeza, o Sporting logo vai entrar para ganhar.


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

Liedson - Saudade é uma palavra bem portuguesa...e leonina


Saudade não é só uma palavra do fado, essa forma de expressão que nos atira para a mais pura e lusitana melancolia, ela é também sinónimo doutras coisas, de algo que ficou para trás e que gostaríamos de nunca ter perdido, resumindo, ela é a essência das coisas que sabemos que, não durando para sempre, queriamos de uma forma ou de outra manter sempre vivas.
Liedson Da Silva Muniz, a sua história e a do Sporting cruzam-se, são diferentes, mas interdependentes, um sem o outro seriam indubitavelmente mais pobres, ou melhor, menos ricos, foram sete anos e meio da mais forte cumplicidade, harmonia e reciprocidade.
Chegou ao Sporting em Julho de 2003, dele sabia-se que tinha alcançado o futebol profissional tarde (22 anos), embora começando "atrasado", jogou em três clubes de dimensão nacional no seu país natal, Coritiba, Flamengo e Corinthians, a este último o Sporting haveria de pagar 3,3 milhões de euros, e o Levezinho rumava a Lisboa.
O resto da história, todos ou quase todos conhecem, foram 256 jogos, 137 golos, números alcançados com a camisola verde e branca, um registo "fabuloso" para quem tinha chegado a Alvalade com 25 anos e meio, um pouco tarde demais, mas a tempo, bem a tempo de enriquecer a história do Sporting Clube de Portugal, e assim por direito próprio, ganhar nela lugar de destaque...havia ainda de jogar 14 vezes pela Seleção de todos nós, onde marcou 4 golos, mas essa é outra história.
Despediu-se numa noite fria de Fevereiro (com dois golos à Naval), chorou no "adeus", que como ele disse "era um até já", e das bancadas as lágrimas foram retribuídas, nunca na história centenária do Sporting houve despedida tão profunda, tão feliz e inversamente tão triste, nunca como naquela noite de Fevereiro, as partes (Liedson, Sporting e sportinguistas) sentiram, com toda a força, o peso da palavra...saudade.






Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

sábado, 29 de outubro de 2011

Wilson Eduardo deve voltar ao Sporting em Janeiro?

Em Janeiro ou não...eis a questão


Começa a ser um caso sério, as prestações de Wilson Eduardo cada vez dão mais certezas a quem as analisa, a Olhanense e o meio da tabela são muito pouco para o seu talento, é um jogador "intenso", por vezes a roçar o "electrizante", faz das suas qualidades "armas" na hora de explanar o seu futebol em campo, cheira-me a craque.
Hoje na Luz, voltou a ser igual a si próprio, irreverente e dinâmico, marcou o 2-1 e "deu" um golo a Djalmir, lance cortado in extremis por Luisão, já nos descontos, em suma, foi de longe o melhor jogador da Olhanense no Estádio da Luz, sendo ele o "carregador" da esperança num empate por parte dos algarvios.
Nove jogos na Super Liga, quatro golos e duas assistências não devem estar a passar despercebidos junto da SAD e da  equipa técnica do Sporting, juntando-se a prestação de Wilson Eduardo nos sub-21 (3 golos e 1 assistência), o regresso do extremo-avançado a Alvalade, já em Janeiro, começa a ganhar força redobrada, roçando a inevitabilidade.
É que saíram Yannick e Postiga, mesmo não sendo jogadores fundamentais, eram opções, opções essas que deixaram de existir com as suas saídas, Wilson Eduardo pode ser essa opção, joga a extremo e a 2º avançado, movimenta-se bem nas alas e no centro da área, traz dinâmica, juventude e lusitanidade ao plantel, mesmo não valendo por dois, pode sozinho, fazer melhor do que os dois que saíram...juntos!


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

Jogadores emprestados pelo Sporting - Análise com números

UM PLANTEL FORA DE PORTAS - Análise técnica com números




Guarda-redes


Vítor Golas (Penafiel, 20 anos) - Esperava-se que fosse o terceiro guardião do plantel leonino em 2011-2012, no entanto, devido à renovação do veterano Tiago, foi emprestado ao Penafiel da Liga de Honra (depois de ter alinhado no Boavista, da 2ª B, na época passada), titular absoluto...7 jogos (630 minutos)
Luís Ribeiro (Sertanense, 19 anos) - Saído directamente dos juniores, foi emprestado ao modesto Sertanense, onde é segunda opção, facto que lhe "corta o crescimento" como jogador...não utilizado
Ricardo Batista (Olhanense, 24 anos, sem clube) - Ia para a segunda época de empréstimo na Olhanense, apanhado nas "malhas" do doping, foi suspenso por dois anos, o que lhe poderá afectar irreversivelmente a carreira...não joga


Defesas


Cédric Soares (Académica, 19 anos) - Depois dum brilhante desempenho no Mundial sub-20, onde foi vice-campeão, esperava-se que tivesse lugar no plantel sportinguista, estava no entanto tapado, João Pereira e Arias (sem esquecer Pereirinha) não davam muita margem para permanências...4 jogos (360 minutos)
João Gonçalves (Olhanense, 23 anos) - Duas pré-temporadas em Alvalade, a mesma esperança, muitas vezes incutida por terceiros, de ficar no plantel, as fragilidades do seu joelho direito e a concorrência para o posto de lateral direito, forçaram um empréstimo à Olhanense...9 jogos (775 minutos)
Mexer (Olhanense, 24 anos) - Adquirido há 18 meses, vindo do futebol moçambicano, onde era visto como um central promissor, está desde essa altura emprestado à Olhanense, tem sido quase sempre titular, estando em bom plano, não parece contudo ser opção para o Sporting, pelo menos a curto/médio prazo...7 jogos (630 minutos)
Nuno Reis (Cercle Brugge, 20 anos) - Defesa central de grande futuro, internacional sub-20 e sub-21, titular indiscutível e esteio da defensiva do clube belga, está na mira da equipa técnica para a próxima época...8 jogos (750 minutos)
Pedro Mendes (Real Madrid Castilla, 21 anos) - Emprestado ao Servette, da Suíça, na anterior temporada, sem espaço em Alvalade, viu-se alvo do interesse de José Mourinho, que recomendou a sua contratação para a equipa B do Real Madrid, onde joga actualmente...actua no Real Madrid Castilla (sem dados)
Eric Dier (Everton, 17 anos) - Defesa central muito jovem, mas com uma elevada estampa fisíca, foi rodar para Inglaterra, na mira de um potencial negócio entre Sporting e Everton...joga na equipa de Reservas do Everton (sem dados)
Juary Soares (Sertanense, 19 anos) - Percurso igual ao de Luís Pereira, seu colega nos juniores do Sporting, é um jogador em quem os responsáveis leoninos depositam esperança...joga no Sertanense (sem dados)
Torsiglieri (Metalist Kharkiv, 23 anos) - Jogador de grande poder físico, foi estranhamente emprestado depois de ter sido dado como certo no plantel 2011-2012, cedido ao Metalist, da Ucrânia, tem estado em destaque, sendo sempre titular da equipa, que actua na Liga dos Campeões...16 jogos (1440 minutos) - 1 golo
Grimi (KRC Genk, 26 anos) - Sem espaço em Alvalade, muito contestado, foi cedido ao campeão belga, onde, assolado por problemas musculares e forte concorrência na lateral esquerda, não foi ainda utilizado...não joga
Turan (Beira-Mar, 19 anos) - Vindo do "extinto" Grenoble, parecia à partida o concorrente de Evaldo como defesa esquerdo, mas a contratação de Insúa, a poucos dias do fecho de Mercado, atiraram com o jovem francês para Aveiro, onde não é 1ª opção...2 jogos (96 minutos)
André Marques (Beira-Mar, 24 anos) - Jogador a quem sempre foi vaticinado um grande futuro, foi emprestado sucessivamente, estando neste momento ao serviço do Beira-Mar, assolado por lesões no joelho esquerdo, só regressará aos relvados em meados de Fevereiro de 2012...2 jogos (180 minutos)


Médios


Adrien Silva (Académica, 22 anos) - Aposta sucessiva de Bento, foi perdendo espaço com Carvalhal, e em especial com Paulo Sérgio, com a contratação de Rinaudo, perdeu espaço de manobra no plantel, sendo cedido à Académica, onde é o esteio defensivo do meio campo estudantil, revelando uma surpreendente veia goleadora...10 jogos (870 minutos) - 3 golos
William Carvalho (Fátima, 19 anos) - Jogador de grande projecção nas camadas jovens leoninas, teve algum tempo de jogo com Paulo Sérgio, não suficiente para ganhar um lugar nos eleitos de Domingos...titular no Fátima (sem dados)
Diogo Rosado (Feirense, 21 anos) - Esquerdino de grande qualidade técnica, foi emprestado ao Feirense, da Super Liga, num exercício para potenciar o seu crescimento enquanto jogador, contudo não é titular na equipa de Quim Machado...6 jogos (219 minutos)
Luis Aguiar (Peñarol, 25 anos) - Contratado após pedido expresso de Domingos, veio do vice-campeão da Libertadores neste defeso, no entanto, devido a lesões (pubalgia e uma hérnia) e a problemas pessoais, nunca foi opção, tem o contrato suspenso até Junho de 2012, regressará em Janeiro aos relvados, onde actuará por 6 meses no Penãrol...não joga
Celsinho (Targu Mures, 23 anos) - Apelidado de novo "Ronaldinho Gaúcho", jogador de enorme talento, facto que levou à sua contratação por parte do Sporting, nunca confirmou as qualidades que trazia consigo, alvo de sucessivos empréstimos, alinha na Roménia, onde é 2ª opção...4 jogos (171 minutos) - 1 golo
Renato Neto (Cercle Brugge, 20 anos) - Médio centro de enorme qualidade e poder fisíco, foi emprestado numa lógica de evolução, para ter tempo de jogo, é uma das figuras da equipa belga, sendo indiscutível no onze de Bob Peeters...11 jogos (957 minutos) - 1 golo


Avançados/Extremos


Diogo Salomão (Deportivo La Coruña, 22 anos) - Extremo esquerdo de enorme talento, foi aposta constante de Paulo Sérgio, a chegada de Domingos e a contratação de Capel retirou-lhe espaço de "crescimento" em Alvalade, sendo cedido ao despromovido Depor, onde tem sido figura principal...10 jogos (726 minutos) - 3 golos
Wilson Eduardo (Olhanense, 21 anos) - Apelidado de "Henry de Alcochete", Wilson Eduardo sempre teve os holofotes sob si, é um extremo/avançado de grande qualidade, rápido, inteligente e de remate fácil, continua cedido e é figura de proa em Olhão, muitos reclamam a sua incorporação no plantel na reabertura de Mercado...8 jogos (635 minutos) - 3 golos
Baldé (Cercle Brugge, 20 anos) - Ponta-de-lança de enorme estampa fisíca (1,93), teve sempre números impressionantes nas camadas jovens, em especial nos juvenis/juniores, cedido ao Santa Clara na 1ª época profissional onde não foi feliz, actua na Bélgica ao lado de Nuno Reis e Renato Neto, onde é opção frequente...6 jogos (524 minutos) - 1 golo
Owusu (Westerlo, 22 anos) - Diamante do Gana ou Mini Drogba, são algumas das alcunhas que lhe foram colocadas, foi sempre visto como uma grande promessa, passou por vários empréstimos, até chegar à Bélgica, onde nem sempre é primeira opção...5 jogos (323 minutos) - 1 golo
Pongolle (St.Etienne, 27 anos) - Terceira contratação mais cara da história do clube (só superado por Tello e Elias), nunca justificou o elevado preço pago por ele ao Atl.Madrid (6,5M€), aposta pessoal de Costinha e Bettencourt, foi sempre contestado em Alvalade, actua por empréstimo no St.Etienne onde é suplente...5 jogos (250 minutos)


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim


Lista de convocados - Feirense-Sporting

A entrada de Jeffrén, de regresso após a lesão contraída na partida com o Marítimo, e a ausência de Polga, lesionado, são as principais novidades na lista de 19 convocados por Domingos Paciência para a partida com o Feirense. A lista completa de jogadores é a seguinte: Rui Patrício e Marcelo (guarda-redes), João Pereira, Pereirinha, Daniel Carriço, Onyewu, Evaldo e Insúa (defesas), Schaars, Matias, Jeffrén, Carrilho, Rinaudo, André Santos, Diego Capel e Elias (médios), Bojinov, Wolfswinkel e Diego Rubio (avançados).


Link com convocatória
http://www.sporting.pt/Noticias/Futebol/Fut_Prof/notfutprof_futconvocados_291011_82348.asp

Schaars, o Xadrezista (por Rui Calafate)


Foi muito mencionada, por vários sportinguistas, a magnífica entrevista de Schaars ao Jogo, que só há pouco tive oportunidade de ler em papel.
Curiosamente, na 3ª página da entrevista, tiraram uma foto ao holandês a mexer num tabuleiro de xadrez. Xadrez, esse, que é um jogo de estratégia, tal como é o futebol. Onde devemos saber o que vamos fazer, mas somos melhores quanto mais rápido conseguirmos antever as movimentações do nosso adversário.
«É essa a minha maior virtude vejo coisas antes de elas acontecerem. se calhar é por isso que falam da minha liderança», afirma Schaars.
Muitos, como eu, duvidavam do seu estado físico depois de uma grave lesão e, no início, sentiu dificuldades de compreensão do modelo de jogo da equipa, dificuldades essas reconhecidas pelo próprio e Domingos.
Schaars é hoje o mais importante jogador do Sporting. Não é o que marca golos ou fascina com fintas, mas é o pêndulo discreto do meio-campo, o que mantém a pressão alta, o que descobre os espaços e faz «passes inteligentes». Schaars é uma espécie de Hugo Viana, com menos veludo nos pés, mas com maior intensidade de jogo.
A sua racionalidade e liderança são reflectidos nos comentários justos que faz sobre os diversos colegas, de que fala na entrevista: Rinaudo («precisa de ser mais esperto»), Wolfswinkel («bom rapaz e a melhorar»), Capel («não é Messi, mas a equipa precisa dele e ele precisa da equipa«) ou Carrillo «não é muito esforçado, mas tem qualidade. E só tem 19 anos»).
Schaars faz parte de algo que tenho de elogiar. A qualidade humana de todos os reforços do Sporting, todos com boa cabeça, frios mas muito unidos e contribuindo para um balneário blindado à prova de bala.
E Schaars vai mais longe: «Sim. Somos o Sporting e temos de mostrar aos adversários que somos um grande clube. Temos de agir em vez de reagir». E vai dizendo que vai lutar para um Sporting campeão.
Porque a racionalidade do discurso de Domingos tem a ver com a gestão de um balneário jovem, mas o Sporting onde entra é para ganhar.



Rui Calafate



Administrador do Grupo Facebook: Leão Pela Verdade (Por Um Sporting Transparente)
Proprietário do Blogue It's PR Stupid
Link do artigo

Van WolfsDuque - Por Jorge Gabriel


Van WolfsDuque
"JÁ ESTÁ"

Andam os meus amigos mais preocupados do que eu entusiasmado com o Sporting. É a escassez dos últimos anos que me retira euforia, após tantos desaires de promessas inverosímeis, sustentadas numa experiência com rosto, abafando os reais artífices na vitória, e apontando-os na derrota. Mas o que lá vai, lá vai. A memória perdoa, porém não esquece.
Gosto do arrojo dos novos leões. Reconheço-lhes uma alegria, um denodo à moda antiga que jamais é comparável às conquistas à mingua, em Alvalade, com os adversários a pressionar, e com os adeptos em desespero à espera que o jogo terminasse.
Como aprecio a justiça nos sublinhados, é elementar atribuir louvor aos jogadores, à equipa técnica, aos dirigentes, a Carlos Freitas, a Luís Duque e aos honrosos anónimos que zelam por tudo o resto.
No entanto, permanecem algumas lacunas que em compromissos futuros terei oportunidade de avaliar com detalhe pormenorizado. Apesar deste Polga não ser comparável com o hesitante defesa brasileiro das últimas temporadas, de Evaldo marcar golos, e atacar como só há memória quando usava a camisola do Sporting de Braga, julgo que é neste sector que ainda há muito trabalho pela frente.
Ainda estou para entender o que remeteu Luís Aguiar de volta, as constantes lesões do peruano Rodríguez, o “tem-te Maria não caias” de Izmailov, e a baliza, que ainda não me persuadiu.
Há por estes dias outra atualidade leonina substancial, que nos sujeita a uma sina recente, e que ainda passou incólume aos comentários entretanto redigidos, porque outros proferidos por um responsável eleito do clube são de bradar aos céus e demonstram uma insensibilidade gritante para o cargo que ocupa.
Ao sentar-se na plateia durante a apresentação da lista de Carlos Marta, Luís Duque, não desertou da causa, nem afrontou a instituição que lhe paga, antes colocou o Sporting a jogar nos dois campos de batalha.
Se institucionalmente o clube apresentou o seu apoio inequívoco a Fernando Gomes – segunda ou terceira escolha dos clubes grandes – indiretamente demonstrou uma habilidade estratégica de se lhe tirar o chapéu, ao permitir que o amigo Duque se aproximasse do compincha Marta, com o beneplácito de Fernando Seara, antiga primeira escolha de Luís Filipe Vieira para o cargo em disputa.
E é aqui que reside a minha maioral suspeita. Afinal concorre-se para o elenco total da Federação Portuguesa de Futebol, ou apenas para a presidência do conselho de arbitragem? Terão as divergências na escolha para aquele cargo alicerçado a posição de lealdade de Fernando Seara face a um vetado amigo?
É nestes intrincados folhetins à John Le Carré que o Sporting retomou a sua posição de membro influente no futebol português. Neste romance de espionagem e traições há quem vise as duas balizas: Van WolfsDuque e Valeri Godinov. O ataque parece eficaz, agora a defesa...


Fonte: Record Online

Ricky van Wolfswinkel - A fábrica de golos!


Ricky nasceu a 27 de Janeiro de 1989, na pequena cidade de Woundenberg, e cedo teve a bola como sua "melhor amiga", com nove anos inscreveu-se no clube da terra, o v.v Woudenberg, mas a sua qualidade era maior que o clube, e o clube menor que ele, passou assim, e com 10 anos, a fazer parte das fileiras do Vitesse Arnhem.
Em Arnhem passou por todos os escalões de formação, estreando-se pela equipa principal em 2008-2009, tinha 19 anos, para surpresa de muitos, foi sempre titular do clube holandês nessa época, e a contabilidade no fim da mesma dificilmente poderia ser melhor para um estreante, 33 jogos - 8 golos, indicadores de que estava ali um promissor ponta-de-lança.
Sem surpresas o FC Utrecht avançou por Ricky, para conseguir os seus serviços teve de pagar 2,7 milhões de euros pelo passe, mesmo com 20 anos já poucas dúvidas havia, o jovem holandês era um bom investimento, daqueles para dar golos e lucro, assinava por cinco épocas, e a regularidade com que o FC Utrecht frequentava as posições cimeiras da Liga holandesa, e por "arrasto" as competições europeias, era o "playground" perfeito para que pudesse crescer ainda mais.
Duas épocas no Galgenwaard tiraram todas as dúvidas, van Wolfswinkel era um "craque em bruto", 63 jogos - 26 golos, com naturalidade o jovem avançado começou a estar sob o olhar dos maiores clubes da Europa, Liverpool, Hamburgo, PSV Eindhoven, AS Roma, Galatasaray, só para citar alguns, observavam-no e esperavam pelo timing certo para uma contratação.
Numa noite quente, em Julho deste ano, apareceu de surpresa em Alvalade, assinando um contrato válido para as próximas cinco épocas, quando toda a imprensa holandesa dava como garantido, Ricky seria jogador...da AS Roma! Ainda hoje se fala da velocidade negocial dos dirigentes do Sporting, que duas ou três horas antes do holandês embarcar rumo à cidade eterna, conseguiram desviá-lo para Alvalade, nas barbas do "gigante" italiano.
Os três primeiros jogos em Alvalade nada contribuiram para avalia-lo, os 5,4 milhões de euros pagos por ele teriam de ser escrutinados mais à frente, Domingos preferia Hélder Postiga, e Ricky só entrava nos últimos minutos, vindo do banco de suplentes...mas com a venda do internacional português ao Saragoça, o jovem holandês ganhou definitivamente o seu espaço na equipa.
Ao todo já são 11 jogos e 9 golos, repartidos por Super Liga, Taça de Portugal e Liga Europa, num total de 812 minutos em campo, não estranha portanto que van Wolfswinkel passe a ser visto com mais atenção por Bert van Marwijk, Selecionador holandês, é que Ricky já conta com uma internacionalização A, em 2010, não sendo por isso um "corpo estranho" na laranja mecânica...e capta também a atenção de grandes clubes europeus, com o Manchester United à cabeça.




Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim


Domingos quer a 10ª!

«Vamos procurar a 10.ª vitória»



O Sporting defronta o Feirense no domingo, às 20 e 15, um jogo da 9.ª jornada que o técnico dos leões antevê como difícil.
"Temos de estar preparados para uma equipa que pode complicar a vida do seu adversário. Esperamos um Feirense à imagem do que jogou com o FC Porto e com o Benfica; não esteve bem em Braga ou em Coimbra, mas todas as equipas têm jogos assim. Temos consciência que teremos um Feirense forte", afirmou Domingos Paciência este sábado na conferência de imprensa de antevisão da partida de amanhã.
E prosseguiu: "Depois de 9 jogos a ganhar, vamos procurar a 10.ª vitória. Temos consciência que estão em causa 3 pontos que são importantes para o nosso objetivo".


Fonte: Record Online


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

Atleta da semana - João Silva (Triatlo)



Eilat, a cidade israelita onde se disputou esta sexta-feira o Campeonato da Europa de Sub-23, foi "talismã" para o campeão, o português João Silva, já que foi ali que concluiu o seu primeiro triatlo olímpico, há cinco anos.
"Foi aqui que concluiu o meu primeiro triatlo olímpico, em 2006, o que faz com tenha uma ligação emocional ao sítio", revelou à agência Lusa o campeão, que já triunfara nas edições de 2008 e 2010.
A competição "correu de feição" logo de início, recordou. Começou com uma natação "sólida", prosseguiu com um bom segmento de ciclismo, "com uma subida que fazia a diferença", mas que passou de forma "exemplar e correta".
"Entrei para a corrida com forças para fazer um bom resultado e foi isso que aconteceu", acrescentou o jovem atleta do Sporting, que reconhece que este terá sido o seu título europeu mais fácil: "Dos três que já consegui, esta terá sido a vitória mais fácil, mas foi sem dúvida sofrida, não só pelo percurso, mas também pela concorrência".
Pesou a seu favor "um certo à vontade": "Senti-me um bocadinho mais experiente e as coisas correram bem", explicou.
Para 2012, as suas prioridades passam necessariamente por Londres, por ser ano olímpico. "Obviamente que a prioridade é estar na melhor forma possível na altura dos mesmos, mas eu gosto muito de fazer triatlo e desporto e há outras competições que não podemos descurar e onde espero estar em bom nível como o campeonato da Europa e o campeonato do Mundo".
João Silva conquistou a sua 12.ª medalha da carreira em provas individuais, num ano em que se tornou o primeiro atleta masculino português a vencer uma etapa do Mundial, em Yokohama, no Japão.


Fonte: Record Online


PARABÉNS JOÃO!


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

Grandes Treinadores: László Bölöni



Nasceu em Târgu Mureş (Roménia), a 11 de Março de 1953, no seio duma família romena de origem húngara, cedo o jovem László mostrou dotes de potencial futebolista, fazendo a sua formação jovem no modesto Chimica Târnăveni.  
Corria o ano de 1970, e Bölöni chegava ao futebol profissional, assinando pelo ASA Târgu Mureş, o maior clube da sua terra natal (que baptizou o estádio com o seu nome, anos mais tarde), tinha 17 anos, e muita expectativa numa carreira de sucesso, mas os anos foram passando e o jovem tornou-se homem, só abandonando o ASA aos 31 anos, ao fim de 14 épocas, onde teve um registo impressionante, 406 jogos - 64 golos.
1984 chegou e o Steaua avançou para a contratação do médio, jogador de futebol fino, que marcava golos e que já era titular da Seleção desde 1975, no Steaua tornou-se o "patrão" do meio campo daquela que é considerada por unanimidade a melhor equipa de sempre do futebol romeno, entre 1984 e 1986 o clube foi tri-campeão do seu país, ganhou duas Taças romenas, 1 Taça dos Campeões e 1 Supertaça Europeia, num registo a roçar a perfeição.
Bölöni teve também alguns momentos de glória na Seleção (chegou às 108 internacionalizações), foi ele o autor do golo solitário contra a Itália, na última jornada da qualificação para o Euro 1984, que apurou a Roménia e deixou a poderosa Squadra Azzurra fora da competição, abandonou o Steaua em 1987, com 34 anos, jogando ainda no Racing Jet Wavre (Bélgica), Créteil e Orléans (França), encerrando a carreira aos 39 anos.
Durante dois anos László (ou Ladislau, em romeno) gozou os prazeres da "reforma", depois de decidir continuar a viver em França, surgiu o convite para treinar o Nancy, clube com alguma história naquele país, mas caído na 2ª divisão francesa, Bölöni reformolou o clube por completo, ressuscitando uma das maiores escolas de formação do futebol gaulês, sem surpresas o Nancy foi campeão da Ligue 2 em 1997-1998, ascendendo à elite do futebol francês, onde ainda hoje permanece.
A Seleção romena chamou por ele em 2000, prespectivando que o agora treinador conseguisse reorganizar a equipa nacional, mas alguns maus resultados, e os caprichos de alguns dos jogadores romenos, criadores de mau ambiente no balneário, levaram Bölöni a dizer basta e a bater com a porta um ano depois, não haveria de ficar muito tempo sem trabalhar.
Lisboa e o Sporting eram os próximos destinos, László chegava com fama de homem da formação, disciplinador e amante do futebol de ataque, cedo se percebeu que o Sporting 2001-2002 estava condenado ao sucesso, o plantel, constituido por muitos internacionais como Babb, Rui Jorge, Beto, André Cruz, Dimas, César Prates, Quiroga, Rui Bento, Vidigal, Paulo Bento, Tello, Horvath, Pedro Barbosa, João Pinto, Mpenza, Sá Pinto, Niculae e Jardel assim o adivinhava.
Mas Bölöni era um apaixonado pela formação, foi ele que introduziu Ricardo Quaresma e Hugo Viana nessa equipa, jogadores que seriam importantes, quiçá fundamentais para a conquista desse campeonato, na época seguinte seria também ele a lançar aquele que viria ser eleito o melhor jogador do Mundo, de seu nome Cristiano Ronaldo.
Na época de 2002-2003, pese embora o bom futebol praticado, o Sporting não revalidou o título, "forçando" a saída do romeno em Junho de 2003, saía de Alvalade, mas louvado, tinha sido um dos poucos treinadores campeões pelo clube nos 30 anos anteriores, hoje com 58 anos, continua a treinar, tendo tido passagens por Rennes, Monaco, Al-Jazeera, Standard, Al-Wahda e Lens depois de sair de Alvalade, é agora treinador do PAOK (Grécia), onde chegou no verão passado.
Em 2005, numa entrevista a um jornal romeno, reafirmava a sua "paixão" pelo Sporting, dizendo "foram 2 anos muito bons, como treinador e acima de tudo como homem, é juntamente com Steaua e Nancy, o clube do meu coração", aliás Bölöni nunca escondeu a sua paixão pelo clube de Alvalade, indo para os treinos com um pequeno galhardete do clube pendurado no retrovisor, continuando a comentar e a falar da actualidade do Sporting com frequência, e no jogo do título, contra o Beira-Mar, em que pintou o cabelo de verde, tal e qual os jogadores fizeram.


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim





sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Sporting Clube de Portugal - A história da fundação do clube



Sporting Clube de Portugal tem as suas origens na fundação do Belas Football Clube em 1902 por iniciativa de dois irmãos, Francisco e José Maria Gavazzo. Dois anos depois, tendo o Belas Football Clube realizado um único jogo de futebol contra o Sport Lisboa, alguns dos seus sócios Fundadores criaram o Campo Grande Football Clube. Apesar do nome, esta associação dedicava-se especialmente a festas, bailes e piqueniques, o que gerou alguns conflitos com alguns membros que entendiam que a prática desportiva deveria ser a sua principal vocação. Em 13 de Abril de 1906, durante uma Assembleia Geral, as opiniões divergentes quanto ao objectivo da instituição levaram à saída de 5 membros. Um deles, José Alvalade manifestou imediatamente a intenção de formar um novo clube recorrendo à ajuda financeira do seu avô, o Visconde de Alvalade, Dr. Alfredo Augusto das Neves Holtreman, que tutelou a criação do novo clube e disponibilizou os terrenos para o campo de jogos na sua própria quinta.
Cquote1.pngQueremos que o Sporting seja um grande Clube, tão grande como os maiores da EuropaCquote2.png − José Alvalade

Fundação

Ora que abarcava as actuais zonas do Lumiar, Campo Grande e Alvalade, em Lisboa. Os dez sócios fundadores foram José Alvalade, José Maria Gavazzo, Frederico Seguro Ferreira, Alfredo Augusto das Neves Holtreman, Fernando Soares Cardoso Barbosa, José Stromp, Henrique Almeida, Leite Júnior, João H. Scarlett, Francisco Quintela Mendonça e Alfredo Botelho. Realizaram a primeira Assembleia Geral em 8 de Maio de 1906 com o objectivo de eleger a direcção. Foi então eleito o Dr. Alfredo Augusto das Neves Holtreman como Presidente da Direcção, sendo-lhe conferido o título de "sócio-protector" em virtude de todo o apoio prestado à criação do novo clube. Nesta reunião, Holtreman afirmou que pretendia que o clube, na ocasião ainda sem nome definido, fosse "um grande clube, tão grande como os maiores da Europa". A primeira direcção, que se manteria em funções até 1910, era ainda constituída por José Holtreman Roquete, como vice-presidente e pelos primeiro e segundo secretários, respectivamente Frederico Seguro Ferreira e Henrique Leite. A 26 de Maio foi adoptado o nome Campo Grande Sporting Clube mas, a 1 de Julho, por sugestão de António Félix da Costa Júnior, a Assembleia Geral aprovou a alteração definitiva para Sporting Clube de Portugal. Esta foi uma data marcante uma vez que, em Julho de 1920, por proposta de Nuno Soares Júnior, a Assembleia Geral adoptou a data de 1 de Julho de 1906 como a da fundação oficial do Sporting. Em contraste com outros clubes rivais, os sportinguistas defendem que a forma de contabilizar a idade do clube é a mais correcta, uma vez que não se recorre à fundação de entidades anteriores que lhe deram origem nem contabilizando períodos de inactividade, mais ou menos longos, para justificar a sua ancestralidade.

Fonte: WikiPedia



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Leões pedem 565 mil euros para jogarem em Angola

PARTICULAR AGENDADO PARA 10 DE NOVEMBRO



O Sporting pediu 800 mil dólares (cerca de 565 mil euros) à Federação Angolana de Futebol para disputar o jogo particular com a seleção daquele país, em Luanda, no próximo dia 10 de novembro.
"Aceitamos a solicitação, mas tudo isso vai depender da resposta que sairá dos nossos principais patrocinadores, que vão assegurar a vinda desta equipa ao nosso país. Podemos pagar os valores solicitados ou então dar menos", afirmou o presidente da federação, Pedro Neto, esta sexta-feira, em conferência de imprensa.
O jogo insere-se nas comemorações do 36.º aniversário da independência angolana. A Federação vai colocar à venda os bilhetes para o jogo com um preço único: 500 kwanzas (cerca de 3,70 euros).


Fonte: Record Online


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Voucher para bilhetes VIP (Sporting-U.Leiria)



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Informação - Sistema de donativos do blogue



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Noites europeias de glória: Sportig-Celtic 2-0 (1993)



3 de Novembro de 1993, uma data que poucos sportinguistas esquecerão, em especial aqueles que como eu, estiveram no antigo Alvalade, foi uma noite em que a chuva quis brincar à "apanhada" em Lisboa, e onde o Sporting, escudado pelo seu goleador máximo, Jorge Cadete, operava uma reviravolta na eliminatória com os escoceses do Celtic.
Duas semanas antes, a 20 de Outubro, o Sporting deslocou-se à Escócia, o jogo antevia-se complicado, a tradição jogava contra nós, uma década antes o Sporting tinha sofrido, no mesmo terreno, uma das suas piores derrotas europeias, 5-0 com o mesmo Celtic, depois de ter ganho 2-0 em Alvalade na 1ª mão.
No entanto, a noite na Escócia foi diferente daquela vivida dez anos antes, o Sporting jogou "taco a taco" com os escoceses, perante 31.321 espectadores, o jogo decidiu-se no detalhe, o Celtic marcou e o Sporting não, a equipa escocesa, com alguns jogadores lendários nas suas fileiras, Pat Bonner, Gillespie, Boyd, McStay, John Collins ou McGinlay, partia em vantagem para a 2ª mão, 1-0, golo de Creaney aos nove minutos da 1ª parte.
A 2ª mão antevia dificuldades acrescidas, o boletim meteorológico anunciava chuva forte para Lisboa, situação que só favorecia o futebol kick-and-rush dos escoceses, muito mais musculado e posicional do que aquele que o Sporting praticava, mas eram essas as regras do jogo, e nada havia a fazer se não tentar "virar" a eliminatória.
Contudo os leões não se atemorizaram perante o clima, um bom adversário e a desvantagem trazida da Escócia, com um futebol vistoso, de ataque, virado exclusivamente para a procura do golo, dominaram desde cedo a partida, com a defesa escocesa e o gigante irlandês Pat Bonner a adiarem o que parecia inevitável, até que ao minuto 19, Cadete desmarcado nas costas da defensiva contrária, isolado e na cara do guardião adversário, fazia o 1-0.
Chegou a 2ª parte, e o Sporting, apoiado por 65.000 espectadores, acelerou, ainda mais, o seu jogo ofensivo, fisicamente a equipa mostrou-se à altura do clima e do relvado pesado, e sem surpresas voltou a marcar por Cadete ao minuto 61, num lance similar ao do 1º golo, colocando assim a equipa com um pé nos oitavos de final da Taça UEFA...até ao fim ainda houve reacção do Celtic, e um ou outro calafrio, mas a história estava escrita, o Sporting passava, numa das suas noites europeias mais marcantes.



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Juve Leo, 35 anos de história e de apoio ao Sporting




"UM DIA JUVE LEO, JUVE LEO ATÉ MORRER"



A Juventude Leonina, também conhecida pela abreviatura Juve Leo ou JL76, é a claque mais antiga do Sporting Clube de Portugal formada em 1976. É também a mais antiga claque oficial criada em Portugal, fundada pelos irmãos João e Gonçalo Rocha, filhos do então presidente do Sporting João dos Anjos Rocha. A Juventude Leonina é uma claque bastante conhecida internacionalmente, tendo protagonizado episódios bem conhecidos entre a comunidade Ultra.
Esta é uma claque rigorosamente organizada desde o dia da sua fundação, que se divide em núcleos caracterizados pela localização. Nos jogos a claque fica situada na bancada Superior Sul, sectores A16 e A18 do Estádio José Alvalade.
A Juventude Leonina é, actualmente, o mais antigo grupo organizado de adeptos em Portugal. Tendo sido fundada em 1976 pelos filhos do então presidente do Sporting, João Rocha, de inicio não seria mais que um grupo de jovens que entre si partilhavam afinidades clubísticas e de amizade, até porque muitos foram colegas no Colégio São João de Brito, em Lisboa. De início, e contrariamente ao que se verificou mais tarde, de certa forma dando continuidade a uma tradição de apoio organizado que já existia em Alvalade na década de 70, com os célebres Vapores do Rego, um grupo de jovens brasileiros que se destacava pelas suas alegres batucadas e que ajudaram a equipa a vencer o campeonato de 1973-74, equipa onde pontificavam, entre outros, Vítor Damas e Héctor Yazalde. As influências inglesas (movimento hooligan) e italianas (movimento ultra) vieram mais tarde, mais concretamente no início dos anos 80. No que diz respeito aos primeiros anos de vida da Juventude Leonina, a sua formação estava integrada num projecto de grande dinamismo que o presidente João Rocha trouxe ao Sporting, que se traduziu na construção de grandes equipas de futebol, que culminaram com as "dobradinhas" de 1973-74 e 1981-82, para além do título de 1979-80, e num ecletismo que implicou as vitórias no hóquei em patins, no andebol, no basquetebol, no atletismo e em muitas outras modalidades, convém não esquecer que em 1986, quando João Rocha abandonou a presidência do Sporting, o clube contava com mais de 100 000 sócios.
Nos primeiros anos da década de 80, a claque encontrava-se situada na Superior Sul do Estádio de Alvalade, tendo passado, por volta dos anos de 1983/1984, para a célebre Ponta Sul. Neste período já encontramos a claque com uma maior organização, começam a surgir as primeiras faixas, as primeiras bandeiras com simbologia alusiva à claque e a utilização regular de potes ou tochas de fumo, seguindo o modelo italiano dos grupos ultra. Toda a cor e alegria que a Juventude Leonina trazia aos estádios portugueses fez com que nos outros clubes começassem também a surgir grupos organizados de apoio, compostos essencialmente por jovens, como foi o caso dos Diabos Vermelhos no Benfica fundados em 1982, dos Dragões Azuis no F. C. Porto, uma década após a formação da Juventude Leonina, da Fúria Azul no Belenenses e dos Panteras Negras do Boavista Futebol Clube, fundados em 1984, da Alma Salgueirista do Salgueiros e da Mancha Negra da Académica de Coimbra, fundadas em 1985, ou seja, na primeira metade da década de 80 quase todos os clubes que disputavam a primeira divisão contavam com uma claque organizada, sendo de referir que só no Sporting chegaram a existir em simultâneo, por volta de 1986,quatro grupos reconhecidos oficialmente pela direcção sportinguista (Onda Verde, Força Verde, Norte Leonino e Juventude Leonina), para além daqueles que não contavam com o apoio oficial (por exemplo, a Torcida Verde fundada em 1984, cujos fundadores chegaram a militar na Juventude Leonina, e que só viu o seu apoio reconhecido a nível oficial em 1988). Toda esta proliferação de claques organizadas culminaram nos Congressos Nacionais de Claques organizados nos anos de 1984 e 1985.
Os anos 80 significam para o Sporting o início do longo jejum no que diz respeito a títulos no futebol sénior. Com excepção das vitórias alcançadas na gloriosa época de 1981-82, só há a destacar a vitória na Supertaça da época 1986-87, resultante da presença na final da Taça de Portugal perdida para o eterno rival S. L. Benfica. Contudo, foi também na década de 80 que as claques de futebol se instalaram definitivamente no imaginário desportivo português, constituindo o Estádio de Alvalade um exemplo para os restantes clubes no que diz respeito a apoio organizado. Foram várias as claques portuguesas que adoptaram o nome "Juventude", ou até mesmo o diminutivo "Juve" (ex: Juventude Bracarense no Sporting de Braga, ou Juve Negra no Tirsense), influenciadas pela dinâmica e capacidade de organização que a Juventude Leonina demonstrava, às quais não seriam alheias certamente as ligações familiares dos fundadores da claque. Começaram também nos anos 80 as deslocações ao estrangeiro por parte da Juventude Leonina, a primeira terá talvez sido a Sevilha na época 1983-84 em jogo a contar para a Taça UEFA. Seguiram-se outras como Auxerre (1984-85), Roterdão, Bilbao (ambas na época 1985-86), San Sebastian (com a Real Sociedad em 1988-89) e a Nápoles (1989-90), onde na equipa local pontificava um senhor de nome Diego Armando Maradona... Contudo, ficaram também célebres as noites europeias de Alvalade, donde se podem destacar os jogos com Athletic de Bilbao, Barcelona, Atalanta, Ajax e o já referido Nápoles.
No entanto, o apoio dado pela Juventude Leonina ao clube não se limitava ao futebol, e desta forma modalidades como o hóquei em patins , futsal ou o andebol (sendo de recordar no caso específico do andebol a final da Taça de Portugal da época 1988-89, disputada em Loures contra o eterno rival da 2ª Circular) também beneficiaram da presença da claque no pavilhão ou na nave do antigo Estádio José de Alvalade. Também é até hoje a melhor e maior claque de Portugal.


Fonte: WikiPedia









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O que mudou em Alvalade desde Março?

Hoje, passados sete meses desde a eleição dos actuais Corpos Sociais do Sporting, os sportinguistas, até os mais pessimistas por natureza, mostram-se completamente estupefactos com a volta de 180º que o clube deu em pouco mais de meio ano.
Os bons resultados desportivos ajudam, é um facto, mas nota-se que em Alvalade há uma postura diferente, uma estratégia bem montada, e mais importante, pessoas com capacidade para a executar, tudo aliado a uma grande vontade em servir o Sporting.
Godinho Lopes encabeça uma Direção em que todos, sem excepção, têm o seu papel bem estudado, cada responsável, de cada área, trabalha sem interferências de terceiros, cada um no seu pelouro, com as suas competências e poderes, sem atropelos internos, como se verificava em Alvalade num passado bem recente.
A limpidez do processo de gestão do clube e a clareza no diálogo, aproximaram os sportinguistas do clube, a estratégia de atuação e comunicação da atual Direção é simples, trabalhar para o Sporting, manter um fluxo de informação constante entre o interior e exterior da Instituição, e acima de tudo ouvir os sócios, a dinâmica do clube mudou como da noite para o dia.
Ainda há muito trabalho a fazer em Alvalade, mas fica o contentamento e o otimismo, embora não haja milagres, temos de reconhecer que o trabalho feito até à data supera todas as expectativas iniciais, temos hoje uma equipa de futebol como há muito não se via, um excelente treinador, os adeptos e sócios estão aos poucos a reconciliar-se com o clube e com a sua classe dirigente, se já descobrimos a "receita"...que tal continuarmos? É que dessa forma o nosso futuro só poderá ser risonho.



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Ruben Proença de Amorim


O renascer de Matigol?


Nasceu em Caballito (Argentina) num dia 15 de Maio, corria o ano de 1986, filho de mãe argentina e pai chileno, cedo abandonou o país natal, aos quatro anos de idade mudou-se com a família para La Calera (Chile), a Argentina "perdia" um jovem que mais tarde viria a ser apelidado de "El Crack", "Matigol" ou "Pelusa", ficou a ganhar o Chile.
Fez quase toda a sua formação jovem no Colo-Colo, onde sempre se destacou, com naturalidade foi promovido à equipa principal, no ano de 2004, tinha 19 anos, em três épocas Matigol encantou a aficción del Eterno Campeón, tinha tudo a seu favor, jogava numa grande equipa do futebol sul-americano, era um predestinado, cedo começou a despertar atenções fora do seu país, os números (112 jogos-57 golos) impressionantes para um playmaker, assim o justificavam.
Sem surpresas, em Dezembro de 2006, o Villarreal antecipou-se a vários emblemas europeus, e pagou 8,5 milhões de euros pelo seu passe, em Espanha falava-se dum novo "Aimar", que Matías Fernández tinha sido uma das melhores contratações de La Liga 2007-2008, o El Madrigal suspirava de expectativa, tinham encontrado um craque, e Matigol rumava à melhor Liga do Planeta.
Mas no "submarino amarelo" o chileno nunca se impôs, alternava a titularidade com o banco de suplentes, as boas exibições com prestações sofríveis, duas épocas e meia no El Madrigal, 89 jogos-7 golos, números razoáveis mas que ficavam aquém das expectativas nele depositadas, e acima de tudo que não justificavam o elevado valor pago ao Colo-Colo.
A Direção do Villarreal considerou Matigol transferível, e colocou-o no Mercado, o Sporting, crente nas qualidades do chileno, fez uma proposta ao clube espanhol, 3,7 milhões de euros, aceites de imediato para espanto de muitos, pois a venda do jogador iria causar um prejuízo de 4,8 milhões de euros em relação ao que havia custado, em Junho de 2009 rumava a Lisboa.
Em Alvalade Matías teve o mesmo desempenho que em Espanha, soluçante, umas vezes titular, outras suplente, muitas vezes assolado por recorrentes problemas musculares que o empurravam para o ginásio, dentro do Sporting começava-se a questionar "será que o negócio foi assim tão bom?", as razões para isso eram justificadas, Matigol não dava o "clique".
Foram duas épocas do mesmo registo, nem Paulo Bento, nem Carlos Carvalhal e muito menos Paulo Sérgio conseguiram encontrar o "arrancador" do chileno, para desespero dos adeptos sportinguistas, habituados que estão, ao longo da história do clube, ao "barrete" sul-americano da ordem, a esperança não morria, mas esmorecia.
Com a chegada de Domingos ao Sporting, Matigol foi dado como transferível, muito se falou do interesse de Bursaspor (Turquia) e Newcastle (Inglaterra), e de hipotéticas propostas entre os 6 e 7 milhões de euros, nunca confirmadas, muito menos oficializadas, Domingos esse passava uma mensagem clara para o exterior e acima de tudo para interior do clube, Matías Fernández seria uma peça fundamental do "seu" Sporting.
O começo da época prespectivava o mesmo de sempre, sem o "clique" do chileno, um problema muscular criava nos adeptos do Sporting uma sensação de "deja-vu", muitos entendiam que era chegada a hora de Matigol partir, Domingos não cedeu e esperou, nos últimos quatro jogos (Lazio, Famalicão, Vaslui e Gil Vicente), o chileno apareceu recuperado, como titular, e começou a jogar a um nível só antes visto no Chile.
Neste último mês o chileno tem carregado quase a equipa às costas, finta, corre, defende, desmarca, assiste e até marca, os seus fãs e maiores defensores dizem "é agora!", julgo no entanto que ainda é cedo para tirar conclusões, e que é preciso esperar mais e verificar se essa "explosão" de facto aconteceu...será este o renascer de Matigol?...a bem do Sporting e do próprio, oxalá que sim.

Colo-Colo


Villarreal


Sporting



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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A última grande noite de futebol em Alvalade - SCP-SLB 5-3



A útima grande noite de futebol em Alvalade, foi há três anos, e ficará para sempre no nosso imaginário, meia-final da Taça de Portugal, vitória sobre o Benfica por 5-3, com os nossos cinco golos a serem marcados nos últimos 32 minutos...queremos mais momentos destes!


Todos os golos dessa noite



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