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sexta-feira, 6 de abril de 2012

Sporting e um sonho chamado Bucareste!

Objectivo alcançado, estamos nas meias-finais da Liga Europa! Sofremos o que já é costume, somos adeptos de um clube, que ao longo da sua rica e centenária história, sempre nos habituou a conquistas merecidas mas sofridas, ontem na Ucrânia não foi excepção, houve garra, sofrimento e sorte, mas no fim dos 90 minutos o objectivo único que tínhamos estava alcançado, estamos qualificados.
O nosso jogo não foi "famoso" a nível ofensivo, tivemos duas ou três oportunidades, se tanto, foi na posse de bola, transições entre linhas e na solidez defensiva que esteve a base do sucesso colectivo de ontem,  contra uma equipa que, quer queiramos, quer não, ontem foi-nos claramente superior, o número de oportunidades de golo, remates à baliza e cantos demostram essa superioridade.
O Sporting entrou bem no jogo, mas a partir dos 15 minutos perdeu-se um pouco em campo, o Metalist sentiu isso e acelerou, não fosse a entreajuda defensiva e "São" Patrício, os ucranianos podiam ter marcado uma ou duas vezes antes da meia hora de jogo, sorte a nossa, não o fizeram, e permitiram que o jogo do Sporting se soltasse mais perto do intervalo, momento onde marcámos um bom golo, fruto de um excelente movimento colectivo.
Reconheçamos no entanto que o Sporting foi para o intervalo na frente com alguma sorte, o empate talvez se ajustasse mais ao que se passou nos primeiros 45 minutos, e foi com essa vantagem que entrámos para a 2ª parte, mas essa entrada foi "suave", permitimos que o Metalist acelerasse o seu jogo e nos causasse problemas consecutivos, não estranhou portanto que Cristaldo, aos 56 minutos, fizesse o empate, e a eliminatória ficava em aberto.
Os ucranianos sabiam que um golo bastava para levarem o jogo para prolongamento, Taison e Sosa foram "demónios" à solta, conseguindo alternar os flancos e a velocidade de jogo consoante as necessidades da equipa, Devic entrou e agitou também ele com a partida, fazendo até com que Cristaldo subisse de rendimento na 2ª parte, e num lance sem perigo aparente, Insúa parece ter carregado Devic pelas costas, penalti...Cleiton Xavier "bateu" denunciado, "São Patrício apareceu" e defendeu.
O Metalist acusou o "golpe" e perdeu gás, aliás, Taison começou a ser visto em terrenos muito recuados, a construção de jogo dos ucranianos desapareceu, e o Sporting subiu de rendimento novamente, com circulação de bola nos últimos 40 metros e solidez defensiva no meio campo (Renato Neto, André Santos e Schaars) não vista até aí, a partir desse momento deu a ideia que o Sporting tinha a eliminatória mais ou menos controlada.
Os ucranianos passaram os últimos 10 minutos da partida a "despejar" bolas para a nossa área, onde Xandão, Renato Neto e Polga não deram hipóteses, estiveram imperiais no jogo aéreo, a partida chegava ao fim e o Sporting estava qualificado...nota de destaque para Rui Patrício, quem mais, com mais uma soberba exibição, para a elasticidade de Xandão, para o muito bom desempenho de André Martins e para a frieza concretizadora de van Wolfswinkel.


E O SPORTING É O NOSSO GRANDE AMOR!


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim




quinta-feira, 5 de abril de 2012

Liga Europa - O sonho continua!

Jogamos hoje em Kharkiv, ou Kharkov, como preferirem, uma jornada europeia importante e até determinante para o sucesso desportivo da época, depois de um desempenho um pouco abaixo das expectativas na Liga, e de uma péssima prestação na Taça da Liga, poucos acreditariam que em pleno mês de Abril o Sporting estaria na final da Taça de Portugal (a disputar a 20 de Maio) e a discutir a passagem às meias-finais da Liga Europa.
O jogo de logo à noite é complicado, qualquer jogo no Leste europeu o é, o adversário tem jogadores de grande qualidade, e o ambiente no Estádio OSK Metalist (estarão cerca de 35 mil pessoas nas bancadas) será tudo menos "amistoso", é contra estas dificuldades que o Sporting tem de lutar, e acima de tudo acreditar que as pode e deve transpor, mas sem ilusões, pois será difícil, muito difícil mesmo.
Sá Pinto é um motivador, talvez até seja essa a sua maior qualidade enquanto treinador de futebol, mas saberá que logo não vai bastar a mística, a garra e a crença, terá de haver qualidade, muita qualidade e entrega ao jogo, o Sporting, tenho a profunda convicção, só passará às meias-finais se estiver a um nível muito semelhante ao de Manchester, não há outra solução, é essa a "receita" para a qualificação.
A forma como a equipa entrar no jogo poderá determinar o rumo da eliminatória, um bom começo será um passo decisivo para o sucesso, o Sporting não deve e arrisco-me mesmo a dizer, não pode! entrar na Ucrânia para defender o 2-1 de Alvalade, caso contrário o cenário mais provável será o da nossa eliminação...a equipa técnica, plantel, responsáveis e adeptos têm, julgo eu, perfeita consciência disso...sendo assim só me resta dizer: FORÇA SPORTING!!!


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

quarta-feira, 21 de março de 2012

Ser visionário ou coveiro? O futuro do Sporting...


"O Conselho de Administração da Sporting, SAD aprovou a fusão da Sporting Património e Marketing na Sociedade Desportiva, com a extinção da primeira."


Mal saiu a supracitada informação, houve agitações e mini-convulsões de alguns sectores do Sporting, o sector do contra-poder e ambição do mesmo, e o sector dos "want to be", que nunca foram e nunca chegarão a ser, ficámos a saber que para eles a SGPS é importante para o clube, a SAD não, é entre ambiciosos de poder e sonhadores do século XX que o Sporting se vê hoje sem consenso, e provavelmente "atascado" em inviabilizações consecutivas.
O projecto Roquette, criticado por todas as listas que foram a votos nas últimas eleições, deixou ainda estruturas e políticas de funcionamento, as quais é urgente extirpar do seio do Sporting Clube de Portugal, foi no advento desse projecto que se criaram "mil e um feudos, empresazecas e participaçõezinhas", tudo caucionado pelos sócios à data, entre 70 e 90% deles, consoante fossem eleições ou Assembleias-Gerais.
É na memória curta destes associados, experts e sabedores das mais plácidas e cristalinas opções e rumos, a maioria delas adequadas à década de 70 ou 80, que o Sporting se vê hoje perante um impasse, mudar, mudar tudo, seguir em frente, modernizar-se, adequar-se aos tempos em que vivemos ou ficar agarrado a romantismos, conservadorismos e carolices envelhecidas, em suma deixar que poucos mandem mais que a maioria.
Esta fusão (e nem sequer vou abordar a legalidade ou ilegalidade estatutária da mesma, deixo isso para a CMVM, Presidente da Assembleia Geral e em última instância os Tribunais), é, e pelo que já pude verificar e ler, positiva para o clube, pois cria uma estabilidade necessária para futuras parcerias e captação de investimento, requisitos essenciais para a estabilização e solvência do clube e da sua Sociedade Anónima desportiva.


1- Passamos a ter capitais positivos com esta fusão em vez de negativos, conforme se registava anteriormente.
2- Evitamos o perigo da reconversão das VMOC's, esse sim potencial causador de perda de controle estratégico do clube na SAD e de diminuição de poder dos sócios.
3- Reduzimos custos de funcionamento, passando a ter uma sociedade em vez de duas.
4- Capitalizamos a SAD, criando condições mais atractivas para futuras parcerias e investimentos externos.
5- Cumprimos com as regras de Fair-play económico da UEFA, pois existia o risco do nosso clube ser impedido de participar nas competições europeias da próxima temporada.


Além destas vantagens, existem pelo menos mais uma boa dezena delas, indirectas, que podem ter repercurssão positiva na gestão do clube, na sua estabilidade financeira e sucesso futuro, é isto que cabe discutir, e acima de tudo fazer! O Sporting já não se reergue com "conversas de amigos" de imperial numa mão e bifana na outra, os tempos mudaram, ou o nosso clube muda com eles ou arrisca-se a cair num abismo do qual demorará a recuperar, isto se o conseguir fazer de todo.
Percebo a ansiedade e nervosismo de alguns associados, o Estádio, que fazia parte da SPM (SGPS) passará para o controle da SAD, mas a Sporting SGPS e a Sporting SAD são duas empresas do Grupo Sporting, onde o clube (e associados) detém a maioria do capital e controle estratégico, o Estádio estar numa ou noutra é detalhe, continua a pertencer ao clube, aos sócios.
Vivemos um momento complexo e crucial do ponto de vista financeiro e da própria viabilidade e sobrevivência do nosso Sporting, como sócio desejo, como sempre desejei o melhor para a Instituição, mesmo que tenha de alterar certos fundamentos e visões pessoais, no acto de servir o Sporting não podem existir egos, simplesmente o acto genuíno de servir e de querer o melhor para o clube, enquanto todos não percebermos isto...
Cheguei a ler sócios com 20, 30 e 40 anos de filiação a escreverem e afirmarem que preferiam o clube na 3ª divisão, de portas fechadas ou refundado do que perderem um poder estatutário que fosse, a esses só posso dizer o seguinte, sigam a iniciativa do nosso fundador, peçam dinheiro aos vossos "avôs" e fundem um clube novo...porque o Sporting Clube de Portugal já existe e o seu fundador tinha um objectivo claro para ele, que fosse...
“Um grande clube, tão grande como os maiores da Europa”

Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

terça-feira, 20 de março de 2012

A incapaz "Solução"...seja em 2012, 2013 ou 2020

Dia do pai, 19 de Março de 2012, uma data para ser apontada nas nossas agendas, diários, rascunhos, a data do incompetente Bruno Paixão, e da sua insana actuação em Barcelos, e dos sedentos de "Poder" que elaboraram um documento chamado de "A Solução 2012. Que Presente. Que Futuro?", que pretende ser cartilha, "Bíblia" da boa gestão financeira e desportiva do nosso clube.
Li todo o documento, parti logo de uma base de grande cepticismo em relação ao mesmo, não defraudou as expectativas que tinha em relação a ele, muito fraco, uma compilação dos resultados e exercícios da Sporting, SAD., aliado a um verdadeiro "copy paste" das regenerações e tentativas de regeneração de vários clubes europeus, ou seja, ideias novas, de raíz, nenhuma, uma declaração de intenções inocente, criada por gente com pouca (inocência).
Quem são os três autores deste documento?...José Eduardo e Vírgilio Lopes foram dois futebolistas do nosso clube, o primeiro mediano, o segundo um pouco melhor, com algum peso histórico na nossa Instituição, o outro autor, Ângelo Costa, ilustre desconhecido do Universo sportinguista, só surgido mais recentemente como apoiante de um ex-candidato derrotado no último acto eleitoral do clube.
O que dizem tais "personalidades" no referido documento?...pois bem, que não podemos gastar mais do que facturamos (receitas), que novidade!? que devemos apostar na Formação, pois devemos! (se dela "nascerem" jogadores com qualidade para envergarem a camisola do Sporting), que devemos comprar melhor (jogadores), outra banalidade absoluta, é claro que temos, até um adolescente sabe disso!
Questiono-me, que cargos tiveram tais "cavalheiros" no Mundo desportivo e futebol em particular nos últimos 20-25 anos? Qual a sua experiência em cargos de gestão e desportivos num clube com dimensão similar à do Sporting Clube de Portugal, que tipo de formação especializada ou académica têm na área para se arrogarem "experts" na matéria? Nos curriculum vitae dos três nada vejo que responda a estas questões.
No documento diz-se a certa altura que no Sporting dos dias de hoje tudo custa muito dinheiro " É que a unidade monetária – nos clubes de futebol – já há muito que deixou de ser o euro! Agora, uma simples caneta ou lápis custam, pelo menos, um…milhão de euros!!" Ao sr. José Eduardo respondo, um milhão não custa de certeza, mas 59€ por convidado VIP do Sporting nos jogos em Alvalade custa, e muito ao clube, bebam uma água ou "encham" o prato três vezes e o copo quatro, se está preocupado com as Finanças do clube, dê o exemplo, renegoceie, ao nível do que é cobrado aos nossos directos rivais pelo mesmo serviço.
Fala-se a certa altura em potenciais perdões de dívidas, à Banca, aos fornecedores, prestadores de serviço, etc...estará a Casa 21 disposta a ser benevolente com o Sporting Clube de Portugal, ou tais medidas são só para os outros?! Quem se diz sabedor, "expert", apontador de rumos e soluções, que dê o exemplo, não dando, ilude os sportinguistas com lugares comuns, clichés, assim mais valia estar calado.
Onde é que estiveram estes "senhores" nos últimos quinze (15) anos de péssima gestão do nosso clube? O proprietário da Casa 21 sei onde esteve, no clube, no Estádio, a ganhar dinheiro à conta do Sporting, em especial nos Mandatos de Dias da Cunha e Soares Franco, e com este último garantiu condições e contratos de exploração com cláusulas surreais para os tempos que correm e para situação económica do clube, os outros dois, nem sei, os CV não dizem, ficamos na mesma.
Os autores dizem a certa altura que não apoiam ninguém, pois não, os sportinguistas são todos criancinhas de sete/oito anos, ignorantes, que não sabem que entre as poucas dezenas de sócios presentes na apresentação de tal documento, estava sentado e sorridente um ex-candidato derrotado às últimas eleições no Sporting, dos restantes quatro, havia alguém presente na sala, os próprios, ou seus representantes? Não, nenhum, que coisa estranha.
Por muito que se apresentem balancetes, já elaborados por entidades competentes, se compilem dados e caminhos trilhados por outros clubes, uma coisa é inegável, para o aplicar no dia a dia do Sporting é preciso haver competência, dinheiro, investidores, conhecimento e experiência, coisa que não abunda nos cerca de cinquenta convivas presentes ontem no Tivoli, sportinguismos genuínos ou de ocasião não bastam.
Pelo texto presume-se que este ano (o primeiro, e ainda não completado) de Mandato desta Direcção e Corpos Sociais, foi o ano de todos os males da Instituição, foi nele que se criou o "buraco" onde estamos mergulhados há pelo menos sete ou oito anos, ou seja, Godinho Lopes e seus colegas de Direcção são os culpados de toda esta situação, tal mensagem subliminar é tão cómica como triste, desprovida de qualquer sentido lógico.
O clube não vai lá só com Fundos de jogadores, quem acredita nisso, presta um mau serviço ao Sporting, onde é que estão os investidores, os parceiros, a credibilidade junto da Banca, os necessários aumentos de capital? No Tivoli não estavam de certeza, e duvido que algum dia estejam, pois sem cinergias, competência e trabalho árduo ninguém confiará em "quimeras", "utopias", "promessas avulsas"...em meros "copy paste".
Os sportinguistas e em especial os seus associados não são parvos, nem gostam que os tomem como tal, sabem da realidade do clube, quem são os verdadeiros "culpados" pelo estado de coisas a que chegámos, e sabem também que prometer é fácil, fazer já é outra coisa, muito mais complexa, ao alcande de poucos e não de muitos, o "Poder" e os "arranjos" de bastidores aguçam a gulodice de uns, iludem outros, e quem perde com isso, claro está, é o Sporting.


PS- Sr. José Eduardo, mostre aquilo que apregoa, renegoceie, ceda, ajude o clube que tanto diz amar, tenha coragem de agir na base do que anuncia e exige, que tal começar por aí? Depois temos AG's, local onde se devem discutir tais propostas, no seio da nossa "família" sportinguista, que não tem, como é dito a determinada altura "lobos em pele de cordeiro", só tem sportinguistas, já fui a várias AG's e nunca ouvi uivos ou balidos.




Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

Até a pouca vergonha precisa de "Paixão"

Mais do que discutirmos se a nossa equipa jogou bem ou mal nos primeiros 30 minutos do Gil Vicente-Sporting, cabe-nos analisar o que se passou dentro das quatro linhas, fruto da actuação de um "senhor" que dá pelo nome de Bruno Paixão, totalmente alheio ao desempenho desportivo da duas equipas.
O "senhor" Bruno Paixão é fraco como árbitro, impreparado e incompetente, mas não o é de agora, as altas instâncias da arbitragem e do futebol são os únicos responsáveis para que tal "abominação de metro e meio" se passeie, mais ao seu sorriso macabro e gel de má categoria, pelos campos de futebol nacionais e internacionais, há já mais de uma década.
O que se passou em Barcelos foi grave, grave demais para se deixar passar em claro, os corporativistas de tal actividade, incluindo o seu líder, Vítor Pereira, terão obviamente de tirar daí consequências sérias, ou em último caso, abandonarem o meio da arbitragem, pois é claro, que nada sendo feito, não possuem as mais básicas condições para nela continuarem.


Para concluir deixo as seguintes linhas, em forma de questionário:

Que magnífico potencial tinha o "jovem" Bruno Paixão para ser o árbitro mais jovem (23 anos) a chegar à 1ª categoria?
Como é que um árbitro que só pode apitar jogos do escalão sénior quando atinge os 18 anos de idade, tem quatro promoções de categoria em cinco épocas até atingir o 1º escalão da arbitragem?
Como é que este "senhor", depois de mais de uma década a espalhar incompetência grosseira pelos relvados portugueses, sendo de longe o pior árbitro que alguma vez vi apitar, consegue sempre classificações suficientes para não ser despromovido?
Mais, sem citar nomes, porque há outras pessoas envolvidas, como é que o "senhor" Bruno Paixão se salva, na época 2007-2008 de ser despromovido, tendo o árbitro no último lugar de permanência levado 2 notas mínimas nas últimas três jornadas dessa Liga e o "senhor" Bruno Paixão duas máximas?
Como é que um árbitro de tão pouca competência consegue chegar a internacional, passeando-se pelo Mundo fora à conta de uma competência que não existe?


A algumas destas perguntas sei dar resposta, assim como haverá mais pessoas com a mesma capacidade!


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

sexta-feira, 16 de março de 2012

Sporting rumo à glória - Noite europeia épica!

Perdemos o jogo (3-2), mas atingimos a glória, deixando ficar para trás o multimilionário Manchester City, contrariando todas as previsões dos pessimistas e experts/comentadores de futebol de qualidade mais do que duvidosa, ganhámos um lugar nos 1/4 de final, porque fomos melhores nas duas mãos, muito melhores.
O "super" City resumiu-se aos últimos vinte minutos do jogo de Alvalade e aos últimos trinta do jogo de ontem, 50 minutos de domínio citizen, contra 130 de superioridade leonina, quem viu as duas mãos não terá dúvida, o nosso clube (globalmente) foi o melhor na eliminatória.
Sá Pinto incutiu nos jogadores um estado de espírito que estava arredado do balneário faz meses, e com isso recuperou todo um plantel, nem as lesões de Onyewu e Rinaudo foram limitativas, Xandão e Daniel Carriço apareceram a um nível completamente inesperado, era do que mais precisávamos.
Ninguém esperava tanto sofrimento como o da 2ª parte, especialmente depois de um primeiro tempo de nível internacional, em que o Sporting dominou, encantou e marcou...dois golos, tudo escorado num futebol tipo xadrez, inteligente, com todos os jogadores a cumprirem o seu papel em campo, com brio e garra.
Aos 1500 sportinguistas que estiveram no Etihad Stadium, juntaram-se mais 3000 no Aeroporto de Lisboa, numa manifestação de grandeza e peso social que muitos já se tinham esquecido que existia na nossa Instituição, é bom que ontem tenham sido relembrados! :)


Sporting...tu és a minha vida...eu sem ti não sei viver!


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim  



terça-feira, 13 de março de 2012

Operação Manchester - Força leões!

É já nesta 5ª feira que o nosso Sporting joga em Manchester, contra o City, a 2ª mão dos 1/8 de final da Liga Europa, num ambiente complicado, mas que acredito empolgará jogadores, técnicos, adeptos, dirigentes e funcionários, cientes de que estamos a 90 minutos de fazer história e podemos, mais do que seguir somente para os 1/4 de final, tentar vencer a prova.
Vivemos quatro dias de emoções fortes na semana que findou, duas grandes exibições, primeiro na 5ª feira contra o City (1-0) e depois no domingo, com um resultado gordo frente ao V.Guimarães (5-0), melhor tónico não podia haver para irmos a Inglaterra lutar por aquilo, que muitos opositores internos e externos pensavam impossível, a qualificação.
Muitos aliás vaticinavam que o Sporting ia ser goleado, humilhado, se o FC Porto tinha sofrido seis golos nas duas mãos contra esta mesma equipa, o que iria acontecer-nos? Os arautos da desgraça calaram-se, silenciados pela sua própria perfidez, afinal o pessimismo e a vidência de muitos foram derrotados pelo esforço, pela dedicação, pela devoção e pela glória, valores do sportinguismo.


Que não haja medo, será díficil, mas não impossível, se todos tivermos esperança e houver crença nos jogadores e equipa técnica, conseguiremos...FORÇA SPORTING! VENCE POR NÓS!


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

quinta-feira, 8 de março de 2012

A vergonha - Politiquices, futebol e petiscos!



Começo por afirmar desde já, e a título meramente pessoal e informativo, que nada tenho contra a pessoa em questão, mas não posso, baseando-me em tal ausência de animosidade, deixar passar em claro atitudes que entendo serem absolutamente levianas, escabrosas, fruto da mais vil campanha de bastidores e pelo carácter lesivo que a mesma traz ao Sporting.
O senhor José Eduardo, já sabemos, ganhou o direito de exploração do Catering do Estádio Alvalade XXI para muitos e bons anos, com a desculpa diga-se, de ser um excelente empresário de hotelaria (?), um sportinguista e um ex-atleta do clube, prestando tal serviço através da Casa XXI, cujo nome foi criado propositadamente para o efeito.
Já não bastando os preços exorbitantes que tal cavalheiro cobra nos espaços que explora no Estádio, ainda se dá ao luxo de facturar ao Sporting Clube de Portugal a módica quantia entre os 50 e 60 euros por convidado VIP que use o serviço de Catering, consumam eles uma bebida, ou jantem duas vezes, o preço é o mesmo, um escândalo, vindo de um assumido sportinguista, e tais preços são em média o dobro dos praticados na Luz e no Dragão.
Nunca aceito as tais "pulseiras" de acesso ao Catering, conheço como a palma da minha mão as dificuldades económicas que o Sporting atravessa, entendo que se o fizesse estaria a agravar a situação do clube, e felizmente há muitos a agirem da mesma forma, mas há quem use e abuse, indiferente, à laia de serem figuras da TV, das revistas, da Política, etc...gente que na sua maioria nem associada do clube é, e que por ele nunca fizeram nada.
O senhor José Eduardo apresentou um dossier com medidas para reestruturar o futebol do clube, tentando transparecer-se como um expert na matéria, quando não o é, ter sido um jogador de futebol, mediano diga-se, não dá competência a ninguém para entender um fenómeno desportivo e económico nada igual ao que vivenciou nos anos 70 e 80, o resto é bluff meramente circunstancial.
E fê-lo ao abrigo de um suposto e genuíno altruísmo, por lhe custar ver o clube sem ganhar, pelo seu grande sportinguismo, sportinguismo esse que só existe, ao que parece, nessa circunstância, pois a tabela de preços (elevada) que é cobrada ao clube é para manter, ou até agravar, e qualquer tentativa de renegociação está, no que toca ao senhor em questão, votada ao fracasso.
Já de si sendo grave a situação, o senhor José Eduardo deseja, hoje e conforme escrevo estas linhas, uma determinada pessoa (ex-candidato derrotado no último acto eleitoral) como seu Presidente, e com ele se reúne regularmente, afina estratégias, seja no aconchego do lar, num qualquer restaurante ou no Hotel Tivoli, ou seja, um prestador de serviços do Sporting Clube de Portugal envolve-se em politiquices, estratégias e planos futuros de "tomada de poder".
Mais, ainda hoje se está para saber o que Marco van Basten exigiu para se deslocar a Portugal, e aceitar ser apresentado como potencial treinador do clube, há quem diga que exigiu e recebeu 60 mil euros para o efeito, e que tal montante foi cedido por determinado hoteleiro, que ainda hoje deles não recebeu 1€ de reembolso, o que faz com que o puzzle seja mais fácil de resolver do que as primeiras impressões indicam.
Gostava de saber em que moldes a Casa XXI continuará a exercer a sua actividade no Estádio, se determinada facção conseguir ser algum dia eleita, talvez o faça com melhores e mais prolongadas condições que as actuais, resta saber se o melhor é para uns e o pior fica para o Sporting, suspeito que sim, e é baseado nestes "super" sportinguismos de ocasião, que ainda hoje e lamentavelmente alguns se deixam iludir, manipular...enredar, a mal das suas futuras decisões e do futuro da Instituição que juraram amar e defender.


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Oportunismo, incoerência..."incompetência"



Escrevo-vos estando fora do nosso "cantinho" à beira-mar plantado, longe da vista, mas perto do coração do nosso Sporting, durante o dia de ontem li entrevistas e comentários de pseudo-ilumindados, que se socorreram da sua agenda de "aflitinhos" para virem criticar a gestão do clube, isto após a mudança de treinador e três resultados positivos, oportunismo puro, usando da estratégia bacoca do "não estamos a criticar após maus resultados".
Numa altura em que é necessária a união entre todos os sportinguistas, em que estamos a entrar numa fase decisiva da época, em que o clube e a equipa de futebol se tentam reerguer, eis que aparecem os agitadores, mas não se equivoquem, eles não o fazem por altruísmo, paixão ao Sporting, aparecem para tentar ganhar créditos futuros, por politiquices.
Vêem o Sporting Clube de Portugal como uma empresa, como as empresas que lideram, pensando e agindo como se, chegados ao nosso clube, tudo fosse virar cor-de-rosa, mas tudo isso não passa de mera ambição pessoal, política e de busca de maior estatuto, maior do que aquele que hoje granjeam na vida pública portuguesa e no sportinguismo.
A incoerência é tanta, que numa fase em que se entrou num momento de pacificação interna e alguma esperança dos sportinguistas, o timing para tal intervenção soa a manobra descompassada, amadora e pouco, muito pouco profissional, nada que cause estranheza, são tais iluminados que ficaram em 4º lugar nas últimas eleições, com menos de 10% dos votos, e com um programa/projecto que era um mar de nada.
E explico porque era um mar de nada, simplesmente porque assentava na Comunicação, coisa importante mas que alguns querem "endeusar", com o objectivo de atingirem determinados cargos (Direcção de Comunicação ou Vice-Presidência para o Marketing e Comunicação), na garantia detida sobre o passe de Daniel Carriço e na reactivação do Fundo do BES (já existente), e nada mais.
Vivem reféns da incapacidade para gerar cinergias, criar projecto, fazer passar a mensagem, de reunir um grupo de pessoas competentes para liderar o nosso clube, ao invés de uma dúzia de "engomadinhos" das "melhores" Universidades privadas, que da vida sabem pouco e do Sporting muito menos, sem experiência a nível do associativismo, do desporto em geral e do futebol em particular.
Se aquele que ficou em 2º lugar no último acto eleitoral não seria benéfico ao Sporting (é essa a minha opinião e de uma maioria dos sportinguistas), esta facção então, muito menos...ela não é mais que um conjunto de "tios" e candidatos a "tios", incapazes de entenderem o meio em que ambicionam entrar, os sportinguistas sabem-no, como já o souberam em Março último, a "incompetência" não pode passar...e não passará.


PS- Pedro Baltazar, pessoa pela qual até nutro simpatia, será neste momento mais "vítima" do que "réu", fruto da actuação de determinado "megafone", que tudo critica, mas que hoje, e passados todos estes meses, não contribuiu com uma única ideia para possível implementação...um "no brainer" portanto. 


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim



quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Scouting e Mikhail Prokhorov

Scouting


Os tempos do futebol moderno são, sem margem para dúvidas, iguais aos da Sociedade actual, rápidos, implacáveis, onde só os mais fortes, os mais aptos, os mais eficazes "sobrevivem", onde ver mais além, com maior antecedência, é chave para o sucesso, permanente, ganhador, acima de tudo consistente.
Há muito que sou defensor de um modelo diferente de Scouting para o Sporting, mais extenso, menos redundante, mais profissional e eficaz, isto sem colocar em causa quem trabalha nessa área da SAD, pois acho que têm feito um excelente trabalho, em contra-ciclo com os últimos quatro ou cinco anos, onde se cometeram erros inqualificáveis.
É necessário fazer mais e melhor, as dificuldades financeiras do nosso clube assim o exigem, "comprar" melhor, mais barato, e com mais eficiência, pois falhar contratações com assiduidade (como num passado recente) é erro que se pagará caro, a nível desportivo e financeiro, o Sporting não se pode dar mais ao luxo de correr tais riscos.
O modelo que preconizo assenta em linhas claras e já hoje regra nos maiores clubes europeus, Carlos Freitas como Director desportivo, Paulo Menezes como Head scouter e quatro Pro scouters (dois para o Continente europeu, um para as Américas e outro para África, Ásia e Oceania), a trabalharem em completa independência, sem trocarem informações entre si, só reportando aos dois primeiros.
Mais, aos Pro scouters deveria ser dada a legitimidade de fazerem recomendações de jogadores, por sua conta e risco, para análise decisória, ou seja, serem membros pro-activos e participantes no possível recrutamento de novos jogadores, ao invés de serem somente meros analistas de base de dados e observadores, que se limitam a elaborar relatórios.
Entendo que esse seria, sem margem para dúvidas, o modelo a seguir e implementar o mais rapidamente possível no Sporting, e como exemplo dou os casos de CSKA Moscovo, Nápoles, Dortmund, Udinese, Schalke 04 ou Shakhtar Donetsk, onde o Scouting seguiu esse caminho, com comprovado sucesso, desportivo e financeiro.
Entendo também, por questões de gestão e eficiência, que o nosso clube se deveria manter isento em relação a agentes e empresários de jogadores, não dando tratamento especial a nenhum deles, ou sequer preferência, pois tal postura limita uma actuação mais abrangente e eficaz no Mercado de Transferências.
Há pois fórmulas para melhorar, sempre, o que já é bom, mas que se pode tornar melhor, é um acto de reformulação/reestruturação que exige planeamento, saber, e claro mais algum investimento, mas os exemplos existentes confirmam que é possível, investindo um pouco mais, ganhar muito mais, é pois necessário reflectir sobre o assunto e avançar com a ideia.


Mikhail Prokhorov



A imprensa nacional dá conta do interesse de Mikhail Prokhorov em investir na SAD do Sporting, de forma a reabilitar as finanças do clube e a dota-lo de condições para ter sucesso desportivo, a nível nacional e internacional, o que faria com que o nosso Sporting Clube de Portugal desse um salto qualitativo e quantitativo enorme.
É o terceiro homem mais rico da Rússia, e está na lista dos cem mais à escala Mundial, com uma fortuna acima da do actual proprietário do Manchester City, Sheikh Mansour Al Nayhan, por exemplo, é proprietário da equipa de basquetebol da NBA, os New Jersey Nets, tendo sido o responsável pela total reabilitação financeira e desportiva da equipa.
É alguém apaixonado pelo desporto em geral e pelo futebol em particular, mas também é um homem de negócios competente, sério e cujo passado e fortuna pessoal não são semelhantes à de outros milionários russos (dúbios, ilegais, cinzentos), e segundo pude apurar até nutre bastante simpatia pelo nosso clube.
Ao que consta segue o Sporting, com interesse e como fã, desde os tempos em que no nosso clube pontificavam Balakov, Cherbakov e Iordanov, por exemplo, e cuja ligação afectiva terá aumentado através da sua permanência em New Jersey e no seu convívio com alguns membros, sportinguistas, da enorme Comunidade portuguesa ali existente.
Os moldes de um possível investimento não são conhecidos, terão obviamente de ser estudados, analisados e decididos por todas as partes, Corpos Sociais, Administração da SAD, Sócios e o próprio Prokhorov, sempre tendo em conta o mais importante, o benefício do Sporting, enquanto clube, e uma maior pujança financeira da Sporting, SAD.
Em relação a tal cenário, sempre fui aberto a novas soluções, não me agarro a conservadorismos bacocos e mentalidades ultrapassadas, prefiro que o Sporting Clube de Portugal exista, ainda que não estando somente nas mãos dos sócios, do que corra o risco de desaparecer, vitimizado por soluções de mero remendo ou por promessas de "venda de banha da cobra", inviáveis, populistas.
Os tempos mudaram, a Sociedade, os negócios, o futebol já não são o que eram há 20, 30 ou 40 anos, e seguem um rumo implacável, a um ritmo cada vez mais veloz, que deixará para trás todos aqueles que insistirem numa postura desadequada, incapaz e antiquada, é esse o cenário com que o Sporting se depara, e os sportinguistas, sócios em particular, terão de optar pelo futuro e pela grandeza, ou pela incerteza e incapacidade de melhorar, pois é isso, e tão só, que está em causa.


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim







terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Pavilhão Atlântico...rumor falso ou verdadeiro?

Começou a circular, durante o dia de ontem, a informação de que o Sporting podia estar interessado no processo de privatização do Pavilhão Atlântico, que seria nesse caso o novo Pavilhão do clube, para as Modalidades ditas semi-profissionais, até ao momento não pude apurar se é mais um boato sem fundamento ou existe alguma verdade nesse hipotético cenário.


Mas não deixarei de dar a minha opinião sobre o assunto, e fá-lo-ei da forma mais simples, por prós e contras e por pontos:


Prós
1-Lotação das bancadas (12 a 13 mil lugares) que pode ir até a um máximo 20 mil em caso de espectáculos, com ocupação da área de jogo do Pavilhão.
2- Interesse reconhecido de várias Produtoras de espectáculos/bandas/artistas/ companhias na utilização do espaço, como área de referência cultural na cidade de Lisboa, o que poderia garantir ao Sporting alguns milhões de euros de receita anual, ou parcerias que suportassem uma parte do custo do Pavilhão, sensivelmente na casa dos 11 milhões de euros.


Contras
1- Espaço sobredimensionado em relação às necessidades do clube, com previsão de enchentes só em caso de espectáculos ou em dois ou três eventos desportivos/ano, maior dimensão, maior despesa e custo de manutenção.
2- Não existem mais valências no Pavilhão Atlântico, como áreas de treino e aquecimento para os atletas, ginásios, etc, tais necessidades exigiriam uma reconversão global (obras), o que significaria mais custos.
3- Afastamento geográfico do Estádio de Alvalade, seria de todo conveniente que o futuro Pavilhão do Sporting ficasse nos terrenos do antigo Estádio, lado a lado com o actual, de forma a mobilizar os sócios e simpatizantes, permitindo-lhes, por exemplo, assistir ao jogo de uma modalidade às 18h30, e às 20h15 estarem nas bancadas do Alvalade XXI a apoiarem a equipa de futebol...tal cenário é inviável estando o futuro Pavilhão longe do Mundo Sporting.


Como tal, atendendo a tudo isso, e ao facto do Pavilhão Atlântico já ter 14 anos de vida, não sendo portanto uma estrutura de última geração, acho que tal opção seria má para o clube, do ponto de vista financeiro, desportivo, logistico e do impulso que se pretende dar às Modalidades do clube.


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Domingos sem mais margem de manobra!

Não será o único culpado, mas é ele o responsável pela equipa de futebol, é ele que na adversidade tem de arranjar soluções e inverter o estado de coisas, não o consegue, a equipa "perdeu-se" no âmbito competitivo, não joga, não encanta e não produz, um treinador só é bom quando consegue resultados, e Domingos não os está a ter.
Mais do que lesões, castigos, maus momentos de forma de jogador x ou y, há uma clara incapacidade para liderar a equipa e fazer com que a mesma retome o caminho do sucesso, as dificuldades não desculpam tudo, podiam, quanto muito, gerar um abrandamento da equipa, mas o plantel do Sporting não está em desacelaração, está quase em "ponto morto".
4ª feira há um jogo fundamental para o sucesso desportivo da época, tudo o que não seja a vitória e consequente qualificação para a final do Jamor, atirará com o Sporting para a mais profunda depressão colectiva, e nesse cenário os responsáveis terão de tomar medidas, Domingos deixará de ter condições para continuar, isso parece-me uma inevitabilidade.


PS- Evaldo e Daniel Carriço não possuem qualquer tipo de condições, qualitativas, técnicas ou tácticas para jogarem num clube do nível do Sporting, e não é de agora.


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

Os carrascos que viraram papagaios

Soube-se o resultado da Auditoria externa ao Grupo Sporting, e logo o Universo leonino entrou numa onda de dramatização sem limites, como sportinguista e sócio estou obviamente preocupado, mas recusando-me a entrar numa onda de dramatismo e pessimismo nefasta, confio em quem está à frente do nosso clube, conheço alguns dossiers que estão a ser estudados e algumas demarches feitas junto de alguns investidores, há pois esperança.
Os sportinguistas, e em especial os sócios do clube, dividiram-se em quatro posturas diferentes perante os resultados da Auditoria, a dos arautos da desgraça, a dos conscientes que é necessário fazer algo para reverter a situação, a daqueles que falam mal, tentam iludir e manipular os factos, e mais grave, a dos que estão indiferentes a tamanho problema, problema esse que tem de ser resolvido mais rapidamente possível.
Li com grande preocupação, nestes últimos dias, as intervenções de ex-dirigentes do Sporting Clube de Portugal, com Dias da Cunha e Soares Franco à cabeça, para eles a culpa deve morrer solteira, é de todos, menos deles, num exercício que não sendo de tentativa de estupidificação massificada, pois os sócios não vão nisso, é um acto de desculpabilização própria e estupidez auto-imposta, em doses industriais.
O projecto Roquette não era bom, soube isso logo na altura em que começou a ser implementado, e todos os sportinguistas sabem isso hoje, mas confessemos, não foram Santana Lopes e José Roquette a criar tamanho "buraco", ele tem três rostos principais, Dias da Cunha, Soares Franco e José Eduardo Bettencourt, 90% dos capitais negativos próprios nestes últimos 15 anos foram criados pelo referido trio, facto concreto.
Dias da Cunha e Soares Franco vêm hoje dizer que com eles o Sporting deu lucro, teve exercícios positivos, quando todos os relatórios dos seus Mandatos mostram o inverso, mais, houve gestão negligente, despesista, pouco profissional, agravada por várias alienações de Património mal feitas, por preços abaixo dos praticados no Mercado, a realidade é crua e dura, vender outro "peixe" é um non sense digno de um qualquer doente bipolar.
Para a Idiot Parade ficar completa, só falta o aparecimento em cena de José Eduardo Bettencourt, numa pseudo tentativa de querer fazer transparecer uma verdade que só existe nos imaginários mais doentios, os piores dezoito meses da História centenária do Sporting, desportiva e financeiramente falando, 28 milhões gastos em jogadores sem qualidade, capitais negativos acima dos 50 milhões.
Dirijo-me pois aos sportinguistas, e em especial aos sócios, pedindo-lhes que não "comprem tais historietas" como factos concretos, não queiram assistir a "rolar de cabeças" na Praça pública, de que serve ao Sporting acusar este ou aquele? Sabemos quem são, dois deles já vieram a público prestar declarações, mostrando que os "criminosos" voltam sempre à cena do "crime"...sejamos unidos, competentes e galvanizadores, assim se resolvem os problemas.


...Ah, já me esquecia, ignorem "papagaios", o nosso Sporting precisa de estar unido, ter ideias e debater as ditas, dessa postura sairão soluções, e a nossa Instituição só ganhará com isso.


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Auditoria, passivo e soluções

Foram conhecidos os resultados da Auditoria externa efectuada ao Grupo Sporting, os números são o que são, graves e perante eles terá de haver intervenção rápida e atenta, passivo de 276 milhões de euros, resultados negativos de 183 milhões, um caos geral criado por uma linha de rumo (Projecto Roquette) que delapidou o Património do clube e comprometeu um futuro mais desanuviado e equilibrado.
Mais do que iniciar-se uma "caça às bruxas", é necessário encontrarem-se soluções reais, viáveis e duradouras, conhecemos bem os culpados de tal gestão ruinosa, por isso entendo ser desnecessário perder-se tempo a apontar o dedo a X ou Y, o passado não volta atrás, ao Sporting Clube de Portugal interessa o presente, e mais importante, o futuro, um futuro que esperamos melhor.
A situação sendo algo dramática, não é fatal, exige que se faça o necessário para a reverter, e isso só é possível de alcançar com investimentos, parcerias, boa gestão e competência, é esse o único caminho a seguir, a bem da viabilidade do clube, ou seja, há soluções e há caminhos, mas a margem de erro, em virtude da dimensão do problema, é zero ou perto disso, não há espaço para mais falhanços.
A minha experiência a nível de Scouting e de análise detalhada à realidade da maioria dos clubes europeus, permite-me fazer algumas sugestões baseadas em factos, exemplos e estratégias, dou pois o exemplo de três clubes, Borussia de Dortmund, Marselha e Nápoles, que num passado bem recente estiveram numa situação igual ou pior do que a nossa, e reverteram-na com comprovado sucesso.
E o que fizeram? Simples, arrumaram a "casa", reestruturaram os seus clubes, a nível orgânico, racionalizaram despesa, fornecimentos e pagamentos, potenciaram o marketing, o merchadising e a receita, a partir desse momento avançaram para o mais importante, investimentos e investidores, que foram escolhidos com critério, racionalidade e visão, tudo para garantir um futuro sólido, financeira e desportivamente falando.
A solução para o Sporting passa necessariamente por um aumento de capital, destinado em exclusivo a investidores externos, o romantismo, de permitir que os sócios comprem "meia dúzia" de acções para emoldurarem na sala ou no escritório é, neste momento, dispensável e um completo non sense, aliás, ao aumento de capital que se anuncia só deverão ter acesso investidores com um mínimo de 1 milhão de euros, não há tempo para se andar a perder com "peanuts". 
Não ponho até de lado a possibilidade do Sporting, enquanto clube, perder o controlo da SAD e a maioria das participações, o nosso clube precisa de futuro, e esse futuro já não contempla conservadorismos e idealismos bacocos, como me disse um conhecido sócio do clube "Eu quero é que o clube dure mais 100 anos, tenha dinheiro e ganhe desportivamente, se é meu, do BES ou dos árabes, estou-me lixando, é o Sporting".
Passa por aí o caminho, magnatas, Fundos de investimento, se vierem de boa fé e com objectivos bem delineados, de garantir viabilidade e sucesso, sejam bem vindos...mas há mais, é preciso avançar-se rapidamente para o Naming do Estádio, garantir melhores parcerias e sponsorizaçao, aumentar a receita, ser mais duro do ponto de vista negocial, em suma transformar uma Empresa em falência técnica numa Empresa desafogada.
Se formos perguntar aos adeptos do Manchester City, Málaga, Paris SG, Chelsea, Juventus, etc se querem voltar atrás, terem nas suas mãos a maioria do capital e o poder de tomarem decisões, se querem voltar a lutar pelo meio da tabela nas suas Ligas, ou para não descerem de divisão? A resposta de todos eles será um rotundo, rápido e convincente não, os resultados dão-lhes razão para que "disparem" tal resposta.
2012 é, já o anunciei há muito, decisivo para a componente económia e financeira do Sporting, este é o ano em que tudo aquilo que não se fez nos últimos quinze deve ser feito, assim por alto antecipo um número, até ao final deste Mandato o nosso clube e a SAD precisam de um investimento global de cerca de 100 milhões de euros, e isto exclusivamente para injecção e aumento de capital, e para a consolidação positiva das contas.


Por isso, e mais do que nunca...mãos à obra.


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Política de bilheteira - Pontual ou duradoura?

Ontem estiveram presentes em Alvalade 38.405 espectadores, assistência que tem de ser catalogada de excelente, o adversário (Beira-Mar) e o ciclo de seis jogos sem vencer por parte do Sporting não propiciava uma grande afluência, e no entanto o jogo de ontem teve a 3ª maior assistência da época, os responsáveis do clube, com Carlos Barbosa à cabeça, terão forçosamente de retirar daí as devidas e necessárias ilações.
A hora acessível do jogo, 17h00, não é justificativo suficiente, mais do que isso, foi a política de bilheteira a ditar regras, os preços acessíveis e a gratuitidade das entradas para crianças até aos 11 anos foi "Rei com olho" em "terra de cegos", a multidão que se deslocou ao Estádio pronunciou-se, num claro sinal para o interior do clube "queremos vir a Alvalade apoiar a equipa, mas a preços convidativos...até tenho Sport TV mas isto é outra coisa" ouvi de um senhor de 50 e muitos anos que se fazia acompanhar por filho e neto.
Há muito que defendo uma política de bilheteira semelhante a esta, não pontual, mas duradoura, que permita ao Sporting e à sua equipa de futebol terem o apoio que merecem, condizente com a sua grandeza, de que serve colocarem-se as entradas a uma média de 20 euros, se com tais preços só temos 20 mil pessoas no Estádio? Baixando essa média para metade, temos 40 mil espectadores, a receita é a mesma, mas o apoio massivo dos adeptos eleva a atmosfera competitiva para outro patamar.
Defendo no entanto que nos jogos com Benfica, FC Porto e Sp.Braga para Liga, e nos jogos das competições europeias, com equipas da mesma dimensão da nossa ou superior, devido ao maior interesse dos adeptos e respectiva procura, a tabela de preços deve ser a dita normal, pois nesses jogos o clube precisa ter receitas condizentes com as suas necessidades financeiras, parece-me de todo lógico e aceitável.
Espero pois que os responsáveis tenham percebido a dimensão e o alcance que esta medida (pontual) teve, num claro sinal que a pontualidade devia tornar-se uma constante, sabemos que ter 40 mil pessoas no Estádio, a baixo preço, é o mesmo que ter 20 mil pessoas a pagar o preço habitual, mas não nos esqueçamos de um pormenor, os 15 ou 20 mil sportinguistas a mais que vão ao Estádio, em condições mais acessíveis, compram merchandising, consomem comidas e bebidas, o que até aumenta as receitas do clube, houve visão, agora é continuar.


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

domingo, 29 de janeiro de 2012

A futura equipa B do Sporting



Zubizarreta disse há uns anos "qualquer grande clube europeu deverá de ter uma equipa B ou de reservas a competir na divisão imediatamente inferior à da equipa mãe, o sucesso da Formação desses clubes e o crescimento sustentado dos jogadores jovens e das segundas opções dos plantéis principais passa por aí", o mítico guardião espanhol abriria um espaço de discussão, especialmente junto daqueles clubes que optaram por extinguir as suas equipas B ou de reservas num passado recente.
Já se sabe que a próxima edição da Liga de Honra terá vinte equipas em vez das actuais dezasseis, e que nela competirão as equipas B de Sporting, FC Porto, Benfica e muito provavelmente do Sp.Braga, as únicas formações do país com capacidade financeira para "sustentarem" orçamentos de equipas na divisão inferior, orçamentos esses que estarão situados entre os 2 e 3 milhões de euros/época.
O Sporting não teve uma boa experiência com a sua equipa B, fruto diga-se, de falta de vontade em investir nesse projecto, e confessemos, alguma inaptidão na sua gestão e sucesso pelos sucessivos responsáveis pelo futebol do Sporting durante essas épocas, agora terá de haver vontade e competência para que a nova equipa B seja um caso de sucesso, a grandeza do clube assim o exige.
Muitos pensarão que uma equipa B é uma extensão da equipa de juniores, uma espécie de degrau intermédio entre a Formação e o plantel principal...mas tal filosofia é de todo incorrecta, uma equipa B é a continuidade do plantel principal, por ela deverão alinhar somente os melhores juniores, os jogadores menos utilizados do plantel principal ou aqueles que procuram retomar a melhor forma competitiva depois de períodos de afastamento por lesão.
Mas há mais, uma equipa B serve também para a aquisição de jovens jogadores, nacionais ou estrangeiros, a baixo custo ou pelos valores estipulados pelos direitos de Formação, que estejam já em idade profissional (preferencialmente na faixa etária dos 19-22 anos), atletas esses que ainda não têm qualidade e experiência para alinharem pela equipa principal, mas que têm potencialidades reconhecidas para lá chegarem, crescendo assim numa equipa B, imunes às pressões e exigências de sucesso imediato de uma equipa principal.
Essa é a filosofia de uma equipa B, mesmo sabendo que a nossa futura segunda equipa não pode ascender à Primeira Liga, ela pode e deve alcançar os melhores resultados possíveis, desportivos, financeiros e no crescimento qualitativo dos jogadores que nela alinharem, é que mesmo não podendo subir, o Sporting B deve tentar estar sempre no topo da Liga de Honra, pois ser campeão dessa categoria não está proibido pelas regras.


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Musical do Sporting - A não perder!

Recebi hoje os maiores elogios em relação ao Musical do Sporting, e os mesmos "meteram-me o bichinho" de ir ver, parece que está muito bem encenado, e as histórias da História do Sporting Clube de Portugal roçam o épico e o emocionante, com os espectadores a gritarem "Sporting, Sporting" entre os segmentos e a chorarem...acaba já no Domingo, por isso todos ao Tivoli! Já agora aproveito para fazer uma sugestão que julgo ser fundamental, mesmo a organização e encenação do Musical não estando a cargo do clube, era de todo conveniente lançar-se uma versão em dvd do mesmo, que deve ser colocado à venda na Loja Verde e com opção de compra online. É que ao todo não serão mais de 10, 11 mil sportinguistas que vão ter oportunidade de assistir ao espectáculo in loco, mas nunca nos devemos esquecer dos mais de 3 milhões de sportinguistas espalhados por Portugal Continental, Ilhas e Quatro Cantos do Mundo...que só assim poderão conhecer este trabalho, também eles são o Sporting! 


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

A verdade sobre a situação de Labyad

Muito se fala, pouco se acerta, uma análise mais cuidada às regras da FIFA e da UEFA seria mais do que suficiente para esclarecer qualquer dúvida...e que dúvida é essa? A situação do extremo do PSV Eindhoven, o holando-marroquino Zakaria Labyad, que é, para a maioria dos sportinguistas uma história incerta, fruto de muita contra-informação, que urge agora esclarecer.
O Sporting tem de facto um pré-acordo com o jogador e seu empresário para um contrato de cinco temporadas (até Junho de 2017), se tal acordo contempla alguma cláusula indemnizatória em caso de não cumprimento do mesmo, só as partes envolvidas o saberão, mas é um facto confirmado, ele existe no papel, e a vontade do jogador é rumar a Alvalade, mesmo após recentes abordagens de Dortmund, Marselha e Udinese.
Para quem não está familiarizado com as regras dos organismos que supervisionam o futebol, há normas estabelecidas, e tais entidades não "brincam" com elas, o PSV Eindhoven afirma que possui uma cláusula de opção para renovar automaticante o contrato de Labyad, por mais duas temporadas, ninguém o contesta, nem jogador, nem empresário e muito menos o Sporting.
Mas convém esclarecer que tal opção não tem qualquer valor legal...e porquê? Porque Labyad é jogador da formação do PSV Eindhoven, nunca jogou noutro clube enquanto profissional, e tem menos de 21 anos, pelas regras da FIFA e da UEFA, tal cláusula só pode ser accionada unilateralmente (pelo clube) se o atleta já tiver completado 21 ou mais anos à data em que termina o contrato dito "normal".
Como tal, para Labyad permanecer no clube holandês, sendo accionada tal opção, o jogador teria de anuir à sua activação, o que não aconteceu, mais, é fácil perceber que o PSV Eindhoven não tem razão ao nível da jurisprudência e sabe disso, caso contrário não teria apresentado três propostas de aumento de salário ao jogador nos últimos sete meses, tenta assim desesperadamente manter um jogador que não quer continuar no clube.
Não passa pois de uma táctica dois em um, que visa também desinformar os adeptos do clube holandês, adiando as justificações que mais tarde ou mais cedo terão de ser prestadas pelos responsáveis...como se deixou escapar um dos maiores produtos de formação do PSV Eindhoven, já hoje um dos melhores elementos do plantel?...contra factos não há argumentos, e Labyad até já visitou o Estádio de Alvalade e a Academia de Alcochete!


Saudações leoninas, 
Ruben Proença de Amorim 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Preocupante é apelido!

A equipa do Sporting entrou, poucas dúvidas tenho, numa espiral depressiva e negativa, da qual não dá sintomas de conseguir sair, nem a falta de alguns titulares justifica tudo, há jogadores que estão à deriva, enredados numa enorme negatividade colectiva, nada lhes sai bem, e não é falta de vontade ou qualidade, existe mesmo uma depressão gigantesca no plantel.
Um série de empates não é, por si só, sinónimo de falta de qualidade, a justificação é mesmo a de que a equipa não consegue jogar, pior, não consegue interiorizar que pode e deve jogar, a expressão facial dos jogadores diz tudo, o alarme soou e o "pânico" instalou-se, a solução já não passa só pela equipa técnica, Godinho Lopes e Luís Duque têm de intervir.
Ao bom trabalho que se faz, diariamente, na gestão e liderança do clube, a equipa deixou de corresponder, parece que a equipa de futebol é uma coisa completamente diferente do clube e de quem o gere, e isso terá obrigatoriamente de ser fruto de reflexão e posterior intervenção, falar para a Imprensa e emitir comunicados atrás de comunicados já não chega.
Não ponho em causa a continuidade de Domingos, ou entendo que os actuais dirigentes tenham de ser contestados, o nosso clube já passou por essa cobrança de"ou vai ou racha" num passado recente, e daí não conseguiu tirar nada de positivo, esse também não pode nem deve ser o caminho, a equipa está mal, o clube não, deve ser o clube a contagiar positivamente o plantel e não o plantel a negativizar o clube.
Como sportinguistas temos a obrigação de não abandonar o clube, de estarmos sempre presentes, mas é chegada a fase de exigir mais e tolerar menos, ainda há provas para disputar e conquistar, e nos próximos jogos nada sem ser as vitórias conseguirá reerguer os jogadores e o colectivo, estamos no começo de um projecto a quase quatro anos, sejamos pois pacientes.


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim 

sábado, 21 de janeiro de 2012

Fim da linha para Bojinov

Já todos conhecem os factos que levaram à instauração de um processo disciplinar ao búlgaro Valeri Bojinov, que está desde ontem impedido de frequentar qualquer instalação do clube ou da Sporting, SAD., a Administração deste blogue sabe, desde os instantes seguintes ao final do próprio jogo, que a permanência do jogador no plantel, depois deste e de outros episódios de indisciplina, seria fruto de grande improbabilidade.
Bojinov não gostava de ser suplente, a contratação e aposta em Ribas foi o "arrancador" para que "A Bomba", um dos apelidos do avançado internacional búlgaro, explodisse, e explodiu mesmo, mas o historial de mau profissionalismo e conflituosidade de Bojinov não é de agora, já tem mês, mês e meio de "cadastro" em Alvalade.
O búlgaro quis "exorcisar fantasmas", tomar para si a decisão do jogo e assim reconquistar crédito junto dos colegas e da equipa técnica, a forma como o fez, desrespeitando os colegas que dele se abeiraram, empurrando Matías Fernández de forma brusca, a roçar a violência, caiu mal a todos os que estavam no Estádio, colegas, treinadores, funcionários, dirigentes e adeptos.
Bojinov bateu o penalti com todos os "astros" a conspirarem contra si, e deu-se mal, mesmo que tivesse convertido o lance em golo, a posição do búlgaro não seria muito diferente da actual, o falhanço foi a gota que transbordou o "copo" e que lhe abriu definitivamente as portas (da saída) de Alvalade, o crédito e grau de confiança tinham sido hipotecados, irremediavelmente.
Escrevi desde o dia seguinte à sua contratação, que não era jogador para o Sporting, fragilizado fisicamente, com problemas de disciplina em Itália, o custo da operação, 2,6 milhões de euros mais a cedência de Valdés foram o maior e talvez único erro de casting no que às contratações de 2011-2012 diz respeito, os dados estavam lançados, Bojinov cumpriu o papel que dele esperei, não houve portanto surpresas.
Movimento-me nos meandros do futebol e do Scouting e de Itália, ainda quando o Sporting negociava com o Parma, chegaram-me vários avisos e advertências em relação à aquisição do búlgaro, tudo somado ao historial que já lhe conhecia, vislumbrei desde logo este como um dos mais prováveis desfechos possíveis, infelizmente para todas as partes envolvidas, tal cenário confirmou-se.
Resta saber a forma como se processará a saída de Bojinov, por empréstimo até ao final da época, tem Cesena, Levski e Litex interessados nos seus serviços, dando-se cinco meses de tempo para o jogador acalmar os ânimos e para os adeptos "esquecerem" o ocorrido, ou o processo disciplinar redundará numa resolução de contrato por justa causa, com respectivo despedimento, uma coisa é garantida, Bojinov está de saída...pela porta pequena, que ele próprio escancarou.


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Manifesto - Ainda não és sócio?



Sportinguistas,


Hoje, mais do que nunca, interessa participar na vida do nosso clube, apoiar a Instituição na sua demanda de grandeza, conquista e crescimento, é pois chegada a hora de colocarem a seguinte pergunta a vós próprios "porque é que ainda não sou sócio?"


Percebo que a conjuntura social e económica do país não ajude a que se tome uma decisão dessas de ânimo leve, afinal sempre são 12 euros mensais (sócio efectivo), 13 quotas anuais (132 euros), nada de gigantesco, mas que pode fazer mossa a alguns orçamentos familiares.
Dirigo-me no entanto àqueles que podendo perfeitamente pagar a quotização, optam por não o fazer, facto estranho para quem se assume como verdadeiro sportinguista, parece assim, e aos olhos de quem está nessa situação, que ser associado do Sporting Clube de Portugal é uma coisa "menor, chata, que me faz ter de pagar mais uma conta por MB todos os meses, não estou para isso!".
Engano total, quem pode pagar as quotizações deve ser sócio, tem essa obrigação moral e sentimental para com o clube que tanto diz amar, é que ser simpatizante de um clube é amá-lo, mas ser sócio e amá-lo e fazer parte da sua História Centenária, participar nas suas decisões, resumidamente ter voz e poder decisório.
No meu caso, pago sempre as quotas de Janeiro a Maio (mensalmente) e em Junho saldo as que faltam até ao final do ano, porquê? Porque em Julho começam as movimentações de Mercado, e o Sporting precisa, como qualquer clube, de ter uma Tesouraria forte nesse momento, daí pagar adiantado o último semestre, ser sócio também é isto, ter visão.


Por isso faço um apelo a todos os sportinguistas que ainda não são sócios, e cuja situação sócio-económica permita suportar tal encargo, dirigam-se à Loja Verde, subam as escadas de acesso à Área do Sócio, levem convosco o BI ou Cartão de Cidadão, e uma foto se não quiserem a do documento identificativo no vosso novo cartão de associado...e façam-se sócios, entrem na História do clube, e sejam bem vindos a uma família com mais de 97 mil pessoas.


E já agora...hoje há jogo, todos a Alvalade! VIVA O SPORTING!


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Entrevista da semana cancelada - INFORMAÇÃO





A Administração deste blogue havia acordado com o ex-andebolista Ricardo Andorinho uma entrevista, ainda a semana passada, para que fosse aqui publicada esta semana, ao convite endereçado recebemos resposta afirmativa, e enviámos, conforme combinado, as seis perguntas ao visado, esperando que o mesmo as reencaminhasse com as respectivas respostas.
Tal não aconteceu, após o envio das perguntas, não recebemos mais contacto nenhum do visado, e mais, as mensagens por nós enviadas posteriormente ficaram por responder, numa atitude pouco compreensível e que lamentamos profundamente...o fracasso da realização da referida entrevista ocorre por motivos alheios à nossa vontade e responsabilidade, ainda assim pedimos desculpas aos nossos leitores.


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

Investidores a caminho de Alvalade

Todos sabemos que a maior emergência no Sporting Clube de Portugal, e em particular da SAD, é a componente financeira e a gestão criteriosa do passivo real e consolidado, que será, por estes dias, de 276 milhões de euros...mais do que não deixar o mesmo aumentar, é urgente diminui-lo, para valores que façam do Sporting e da sua SAD entidades desafogadas a nível financeiro, hoje, amanhã e no futuro.
Nesta semana que agora termina, tomei conhecimento, através de fontes absolutamente credíveis, que estão a ser negociadas parcerias com potenciais investidores, investidores esses com uma pujança financeira considerável, que permitiriam ao Sporting subir para um patamar desconhecido nas últimas décadas de existência da Instituição.
Tais demarches têm sido efectuadas com as devidas cautelas e analisadas criteriosamente, não é fácil "exigir" a investidores que injectem capital numa SAD, sabendo à partida que nunca controlarão a maioria do capital da mesma, pois esse continuará sob controle do clube, ou seja os associados do Sporting Clube de Portugal serão sempre os decisores principais dos destinos tanto do clube, como da SAD.
Neste momento a diferença do nosso clube para os nossos mais directos rivais é só uma, dinheiro...e com os novos investidores que se perfilam, o Sporting conseguiria planear a sua componente financeira a médio/longo prazo, baixar os encargos para com a Banca, e elevar o clube ao nível dos seus mais directos adversários, ou até mesmo acima deles, com todos os dividendos institucionais e desportivos que daí serão consequência natural.
2012 será, poucas dúvidas tenho, decisivo para os próximos 10 anos da nossa Instituição, após o ano que findou nos ter trazido reorganização e crescimento do futebol no clube, este que agora se iniciou será, por vários motivos e mais alguns, o ano da vertente financeira e de gestão, onde as medidas tomadas elevarão o Sporting de novo à grandeza que é sua por direito próprio e histórico.
A maior preocupação de quem ama um clube, é a possível não sobrevivência do mesmo, julgo que o Sporting já esteve mais próximo desse trágico desfecho, do que está na actualidade, sabemos bem as condições que os actuais Órgãos Sociais encontraram ao chegar ao clube...um verdadeiro caos, que tem sido corrigido aos poucos, e que sofrerá uma evolução positiva com a chegada de capital à SAD, sendo assim, venham de lá esses milhões!


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim

Carta aberta ao consócio Bruno de Carvalho





Caro,

Leio com profunda preocupação as suas intervenções metódicas, ponderadas e articuladas no que ao Sporting Clube de Portugal diz respeito, não pelo conteúdo das mesmas, mas pela estratégia que usa para as difundir, e o timing (parece-me que desgosta profundamente da palavra) que escolhe para que as mesmas venham a público, a maioria dos associados do clube saberão bem ao que me refiro.
Numa coisa concordo consigo, de facto não existe timing para ser-se sportinguista, para se querer o nosso clube no topo, conforme ele merece, para se fazerem sugestões, emitir críticas ou elogios, mas caramba, o seu timing é sempre o mesmo, no infortúnio ou nos momentos menos conseguidos, nesses aparece sempre, nos bons...o silêncio.
O nosso clube teve já a sua dose de instabilidade na última década e meia, de "parasitismo" disfarçado de sportinguismo, e os resultados estão à vista, desportiva e financeiramente, hoje no Sporting não há lugar para contra-poder, e muito menos para projectos de tomada de posse a quatro anos, isso é tão ilógico como é provido da mais infame parvoíce, o Sporting não é um Partido político, e nele um cargo não significa poder e ambição, implica SERVIR HUMILDEMENTE.
A maioria dos associados da Instituição centenária que é o nosso clube querem paz, consenso e sucesso, querem ver os frutos (sejam eles quais forem) do trabalho que está a ser realizado, e que será realizado nos próximos três anos, toda e qualquer visão que colida com este sentimento, está e estará destinada ao fracasso total e absoluto, outra via não existe.
Na sua actuação faz querer transparecer uma maturidade, postura e sabedoria que não possui, mas que insiste em querer fazer vingar, onde estavam elas quando ameaçou (a terceiros) dois associados do Sporting Clube de Portugal na Suíça? Sabendo, ou devendo saber, que tal seria uma impossibilidade total, e que essa "vontade" é fruto do mais reprimido wishful thinking, digno de quem se roga ao longe e encolhe ao perto.
Onde estavam elas quando denunciou dois sócios aos Serviços do nosso clube (que têm mais do que fazer do perder tempo a dar provimento a "birras colegiais")? Simplesmente porque não gosta que não gostem de si, e que existam associados que desconfiam da sua pessoa e dos seus objectivos (recomendo que vá ao Google Search e escreva Democracia, seguido de ENTER), se não encontrar a resposta, os Estatutos do Sporting podem esclarecer-lhe toda e qualquer dúvida.
Diz que não se calará na defesa do Sporting, do seu sucesso e dos seus associados, mesmo que perca apoios com isso, duvido que seja fruto de uma forma de ser altruísta da sua parte...perder apoios ou ficar refém das próprias palavras? Um associado do Sporting Clube de Portugal, que por acaso é um e tão só um entre centenas que já se candidataram nos quase 106 anos de vida da Instituição? Estranho, muito estranho.
Será que pensa já nas eleições de 2014? Quando diz que trabalhará para o Sporting, para o seu futuro e para os associados, pergunto-lhe...quem o mandatou para tal tarefa? Qual o cargo que exerce no nosso clube que estatutariamente lhe atribui tão formosas competências? É que conheço todos os nomes que compõem os Órgãos Sociais do clube, e o seu não consta entre eles.
Apelida aqueles que se lhe opõem de anti-sportinguistas, utilizadores de perfis falsos e recadeiros, só porque pugnam por um caminho diferente daquele que quer implementar em Alvalade, completamente populista, sem conteúdo, sem futuro...apelida consócios dessa forma, sendo que a maioria deles é filiado há mais tempo que o caro.
Mais ainda, quase todos com um percurso, a nível desportivo, de liderança de claques, e participação constante na vida do clube, maiores, melhores e mais presentes do que o seu...quando tive lesões ao serviço da luta desportiva do Sporting e fui a seguir, com dores, para a bancada Sul, ver a nossa equipa de futebol jogar, e só depois ia ao Hospital, onde andava o amigo? A deslocar-se das Avenidas Novas para o Estádio, com o bilhete e quotas pagas pela família?!
Quando acusa um sócio de anti-sportinguista, sócio esse que esteve na Juventude Leonina durante décadas, que se deslocou incontáveis vezes a apoiar o clube e a organizar tais deslocações, pelos quatro cantos do Mundo, onde estava o amigo, no sofá a ver os jogos pela televisão?! Saberá bem a quem me refiro, foi um dos que por si foram ameaçados na Suíça, não se esqueça, a sua memória é selectiva, a de outros é e será longa.
Não somos recadeiros, perfis falsos, ou anti-sportinguistas, temos um percurso no nosso clube, de décadas, sempre presentes, sempre a apoiar, sempre a tentar fazer o melhor pelo Sporting, umas vezes acertando, outras falhando, mas sempre tentado, somos mais do que pensa, somos estatutariamente tanto como o caro é, e percebo que isso o incomode.
Fala de seguidismos e continuidades, mas pergunto-lhe, onde estava o caro de 1995 até ao momento que decidiu candidatar-se às eleições? Em quem votou, se votou, durante esses mais de quinze anos, quem apoiou e a quem se opôs, que medidas aprovou ou reprovou em AG's? Quantas vezes veio a público ajudar o nosso clube, quantas vezes se sacrificou por ele?! 
A maioria dos associados com quem falo, e são muitos, não se lembram, alguns até vão mais longe, dizem que o caro nunca fez nada para defender o nosso clube perante quinze anos da mais insana gestão e liderança, essa é uma realidade presente, concreta e real, com a qual terá de conviver, pois os sportinguistas são inteligentes e sabem ver a léguas oportunismos e aparições de ocasião.
Acusa outros de Sebastianismo, mas quem é o caro senão um "D.Sebastião" de ocasião?! Alguém que aparece qual "Salvador da Pátria", com soluções oligárquicas, vindas de pessoas e meios que são do desconhecimento total do Universo Sporting, sem papéis, sem fundamentos, com uma viagem, meia dúzia de declarações e uma pose para o "boneco", é esse o futuro do nosso clube? Dispenso, a bem do Sporting e da sua existência.
Por último, abdicou do cargo de vice-presidente do Hóquei e patinado do Sporting (uma entidade externa que nada tem a ver com a estrutura do clube), por motivos pessoais e profissionais, mas ainda mantém tal cargo no seu perfil profissional e das redes sociais...pergunto-lhe, seriam esses motivos pessoais e profissionais também impeditivos de exercer o cargo de Presidente do clube? Ou o vencimento de Presidente da SAD, respectivas regalias e estatuto resolveriam facilmente tais impedimentos? Suspeito que sim.


Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim