Discutir o Sporting, debater ideias, apontar novos caminhos...
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Inauguração do ciclo de entrevistas rápidas
Vimos por este meio anunciar a abertura do ciclo de entrevistas rápidas, a várias figuras do Universo Leonino, que pela sua cultura sportinguista, passado como atletas, dirigentes, líderes de claque, percurso sportinguista e visibilidade social, darão a sua opinião sobre o dia-a-dia do nosso clube, assim como a sua visão dos rumos e escolhas que entendem que o Sporting Clube de Portugal deve abraçar no Presente, e em especial no Futuro.
Deseja-se que a periocidade destas entrevistas seja semanal (entre 3ª e 5ª feira), não esquecendo no entanto que a agenda pessoal e profissional dos potenciais entrevistados, pode infelizmente, dificultar tal tarefa, no entanto entendemos que deve ser feito um esforço para que o nosso clube seja debatido, conforme merece, e que a voz dos sportinguistas seja, como esperamos, ouvida.
Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
A pronúncia do Norte - Rio Ave e FC Porto
Inevitavelmente chegou 2012, e com ele a esperança redobrada numa segunda metade de época, que mais do que estatística, se espera de grandes conquistas para o Sporting Clube de Portugal, jogamos hoje com o Rio Ave e sábado com o FC Porto.
É pois "apadrinhados" pela pronúncia do Norte que entramos desportivamente no Novo Ano, se o jogo com o Rio Ave não decide nada em absoluto, o que iremos disputar no próximo dia 7, contra o FC Porto, é, por todas e mais algumas razões, praticamente decisivo (para nós), no que à luta pela conquista da Liga 2011-2012 diz respeito.
Logo à noite Domingos deve poupar alguns titulares, promovendo uma salutar e prevenida rotatividade do plantel, sendo um jogo importante, como o próprio afirmou, será disputado com o pensamento e baterias viradas para o jogo com os portistas.
O mês de Janeiro anuncia-se como "infernal" para nós, e a primeira semana de 2012 será, a nível do ganho de confiança, fulcral para o que falta disputar no mês que agora se inicia, é que grande parte da época desportiva do Sporting decide-se, não tenhamos dúvidas, nas próximas semanas.
Renato Neto (ex-Cercle Brugge) foi integrado no plantel, após 18 meses de empréstimo ao clube belga, foi ele, e numa lógica de racionalização a nível do investimento, a escolha para reforçar o "debilitado" sector defensivo do meio campo...o senhor que se segue parece ser Xandão (central, ex-São Paulo), que chegará por empréstimo (18 meses) com opção de compra de 2,85 milhões de euros.
Mas as contratações na reabertura do Mercado de transferências não devem ficar por aqui, o Sporting procura um avançado, e Diego Jara, avançado do Patronato, da 2ª divisão argentina, parte à frente numa lista de cinco ou seis alvos referenciados pela SAD, termina contrato em Junho, e nem mesmo o seu valor de Mercado, 300 mil euros, parece ser obstáculo.
É pois com redobrada confiança e expectativa, que entramos na 1ª semana de Janeiro, o sucesso do futebol profissional do nosso clube dependerá muito dos resultados que se verificarem por estes dias, apoiemos pois os nossos jogadores, é que uma enorme onda verde e branca, será, não tenho dúvidas, um aditivo extra para os desafios que se avizinham.
Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim
domingo, 1 de janeiro de 2012
Godinho Lopes - Entrevista a O JOGO (completa)
Qual é o retrato financeiro do Sporting?
O resultado da auditoria demonstrou o que conhecíamos em Março. A situação do Sporting é caótica, todos os dias são um drama pela falta de tesouraria. Vinha para um desafio complicado, mas sabia que era importante a credibilidade e a capacidade de gerir. Com um bocado de sobranceria, entendo que tenho essas duas qualidades. Isso faz com que tenha de arranjar dinheiro no dia-a-dia e pensar no futuro, para pagar de forma responsável a dívida.
Pode precisar o valor do passivo?
São os mesmos que falávamos. O valor de hoje são 276 milhões de euros.
O investimento no futebol ligeiramente superior ao previsto teve peso?
Não. Encontrámos parceiros que permitiram fazer o investimento previsto. Mas herdámos um clube com tesouraria negativa, com custos superiores às receitas, resultados operacionais negativos, e para inverter esta situação havia duas formas de fazer: ou desinvestíamos, definhando o clube com menores prestações no futebol, menos receitas e entrávamos num ciclo vicioso; ou decidíamos investir e teoricamente aumentar os custos. Mas estou a tentar em três anos aumentar receitas para pagar esses custos. Dá uma ponte intermédia de resultados negativos, mas garante-me a médio prazo ter um Sporting vivo, senão morreria.
As receitas aquém do esperado reflectem já os efeitos da crise?
O Sporting já sabia que este ano iria fazer 50 ou 53 milhões de euros de vendas, vamos ficar na casa dos 50, mas o objectivo é chegar à casa dos 80 milhões sem venda de jogadores e sem Liga dos Campeões. Para que isso aconteça, tenho de aumentar receitas e não consigo fazê-lo no primeiro ano. Estou a fazer negociações este ano para aumentar na época 2012/13 e, depois, atingir o nível pretendido em 2013/14.
Como planeia engordá-las?
A primeira coisa é tentar que este investimento traga maiores receitas directas, que os próximos anos sejam melhores em termos de venda de Gamebox, camarotes e bilhética. É uma receita única. Queremos melhorar a receita de sponsorização e publicidade. Depois os direitos de televisão que estão contratualizados vão melhorar em 2014. Queremos duplicar o número de sócios e de receitas. Queremos colocar as Academias e alargar a rede. A outra questão são os direitos de imagem.
Sim, claro.
É para avançar na próxima época?
Não, é coisa que estamos a trabalhar. É uma preocupação. A Academia do Sporting já teve nome.
Há alguma expectativa do valor a receber pela venda dos direitos de denominação, os tais "naming rights", do Estádio José Alvalade?
A expectativa é global. É uma matéria que tem de ser avaliada em função do mercado e das oportunidades, de investidores que podem querer potenciar a sua marca. Tomando como referência o valor recebido pela Academia [1,2 milhões de euros/época], gostaria de multiplicar por dez [12 milhões de euros/ano].
Ao falar de formação é incontornável recordar a sua figura maior: Cristiano Ronaldo. Espera que volte ao Sporting?
Claro que sim.
Espera ser ainda presidente?
Claro que sim, não estou a pensar em ir-me embora. Vim para ficar. Os jogadores têm de sentir gosto de estar no Sporting, além de terem sido formados no clube. É gratificante. Criar a simbiose e as pessoas sentirem-se em casa é o que pretendemos no futuro: que fiquem mais anos no Sporting.
Caem-lhe bem as intervenções de Eduardo Barroso?
Faz questão de dizer que fala como adepto. É conhecido por isso, não fala como presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sporting. Quem responde pelo Sporting sou eu, e ele respeita isso.
Mas ele faz uma crítica à arbitragem...
Não é o presidente da Mesa da Assembleia Geral, é Eduardo Barroso, o adepto. Não está a vincular o Sporting.
Têm uma relação pacífica?
Totalmente. Temos um acordo: o que ele diz não é como presidente da Mesa da Assembleia Geral.
O físico de Godinho Lopes não é o mesmo que O JOGO encontrou na entrevista que o então candidato à presidência concedeu a 2 de Março de 2011. As diferenças são notórias, fruto de correrias e desgaste intenso no exercício de funções, como o próprio confessou.
Tenho menos cabelo agora e perdi oito quilos, mas como as coisas são feitas com prazer, apesar das dificuldades, não há problema."
Já se percebeu que, ao contrário do sucedido no Verão, não há dinheiro para o Sporting se fortalecer no Inverno...
Carlos Freitas tem sido excelente, porque tem encontrado as soluções adequadas para o que tem sido pedido. Nesta altura do ano foi-lhe dito que não tem dinheiro face à situação do mercado, porque a situação que encontrei é rigorosamente aquela que esperava encontrar. Definimos um valor de investimento que foi ligeiramente ultrapassado, gastámos cerca de 35,5 milhões de euros e tinha falado em 30 milhões de euros. Temos de encontrar dinheiro para o dia-a-dia e salários, daí ter de haver dinheiro para a tesouraria que tem de ser utilizado mediante determinados moldes e não pode ultrapassar o plafond salarial que está previsto. A preocupação principal é a de garantir que os jogadores que estavam lesionados regressem em condições. Tirando Rinaudo, ficaremos com a equipa quase toda para jogar em Janeiro, e esse é o primeiro nível de reforços. O segundo, na medida em que não há dinheiro, é simples: ou entram jogadores por empréstimo, ou que regressam à Academia [caso de Renato Neto].
O treinador fez-lhe pedidos exigentes?
Domingos Paciência conhece as limitações e sabe que a última decisão é minha. Partilho e não há imposições. Todos conhecem os inconvenientes e procura-se resolver as coisas da melhor forma. Posso dizer que, além de Renato Neto, vai aparecer outro jogador [n.d.r. Xandão foi noticiado depois desta entrevista]. Portanto, sempre soubemos quais os lugares, que jogadores pretendíamos. Um já cá está, o outro começa em breve. O terceiro...
Um avançado?
Está a ser analisado e pode vir ou não vir. Vamos ver.
A equipa directiva é para continuar?
Conheci a maior parte das pessoas mês e meio antes das eleições, e o que nos unia era sermos do Sporting. É o mais importante para todos nós, privilegiando a competência. Detesto as vaidades, mas felizmente encontrei pessoas que estão preocupadas com o clube e colocam-no à frente dos seus interesses. Tenho sete elementos em 11 que têm menos de 40 anos e fazem um trabalho espectacular. Na Academia a mesma coisa.
Volta e meia ouve-se que Carlos Barbosa pode sair...
É cíclico. Ou é Carlos Barbosa, ou é Luís Duque, ou é Paulo Pereira Cristóvão... Acham que devem pegar por qualquer coisa. Carlos Barbosa desempenha uma função no clube, e bem. Sabe o que faz. A equipa é uma mais-valia. Estou satisfeito.
Para quando o arranque da construção do pavilhão?
É uma dificuldade adicional no contexto actual. Já não tem a ver com aprovações, mas com o aumento do endividamento do Sporting e a necessidade de criar condições para um pavilhão autopagável. Essa é uma situação que nos preocupa e espero dar brevemente uma resposta a isso.
Para esta investida no mercado foi decisiva a pressão feita por Luís Duque antes da viagem para Roma, ao dizer que o Sporting, "para manter os níveis de competitividade", deveria reforçar-se?
Foi mal interpretado. Quando se faz uma frase completa e se tira parte dela é visto como pressão. Disse: "Se houver condições financeiras." Luís Duque é administrador da SAD do Sporting e não é um funcionário, conhece quais as condições financeiras. Se fosse dito pelo treinador, que não é administrador, poderia ser entendido como tal.
Essa declaração pode ser vista como uma forma de pressionar o presidente Godinho Lopes, mas também um modo de expor o problema…
Sim, é uma forma de expor. Sou presidente da SAD e conheço as dificuldades em torno da equipa, e essas estão relacionadas com as lesões. A equipa foi pensada e tem correspondido, por isso queremos preservá-la. Por outro lado, é preciso ter em conta que nesta altura do ano o Sporting é a única equipa que está nas quatro competições. Houve uma decisão clara de considerar qualquer uma das competições importantes, têm o seu prestígio. São todas importantes, desde a Taça da Liga ao campeonato. O próximo jogo com o Rio Ave é importante e pode garantir uma participação relevante nessa prova.
Olhando para o relvado e o seu estado, não o preocupa? Está mau ou é só aparência?
O que se viu no relvado no jogo contra o Marítimo foi areia. Vamos substituir metade da faixa lateral e vamos trocar a outra. Vamos fazer umas plantações adicionais noutras zonas. Estará em condições para o clássico. Optámos por qualidade. O que se viu não eram peladas, mas sim areia. Queremos manter um relvado natural de qualidade.
Lamenta que Carlos Xistra e José Cardinal não tivessem uma página no Facebook para se penitenciarem pelos erros objectivos de arbitragem cometidos em prejuízo do Sporting?
Cada pessoa, como indivíduo, tem a sua própria consciência e actua da maneira que entende. Uns penitenciam-se na Igreja, outros no Facebook, outros com amigos ou colegas, isso é indiferente.
Aceita a prática seguida por Duarte Gomes?
A única que aceito é que o Sporting não fique sem três pontos. O penálti de Jardel sobre Onyewu, no jogo com o Benfica, ou de Adrien sobre Insúa, com a Académica, são casos objectivos de penálti. Prefiro receber os três pontos de um lado e de outro, do que desculpas depois. Pedidos de desculpas não me satisfazem.
Qual é a relação entre a Direcção e a estrutura do futebol com os fundos de investimento, em particular com o que Jorge Mendes e Peter Kenyon formam [Quality Football Ireland Limited]?
Essa resposta já foi dada. O Sporting está cotado em bolsa na CMVM e comunicou aos seus parceiros de forma clara. Indicámos o valor da contratação, a percentagem dos passes que foi transaccionada e com quem o fizemos. Somos detentores dos direitos desportivos, quem faz essa gestão somos nós, e temos outros parceiros. Esse é o modelo. Criámos o fundo ESAF, estão lá os jogadores, os nomes e as percentagens todas. Mas no Sporting não basta ter parceiros, tem de haver liquidez diária. Podemos ter um parceiro que contrate o melhor jogador do mundo, mas se o salário for superior à média que temos, desarticula o plantel. Depois é preciso ter dinheiro para pagar os salários que os fundos não pagam. De que serve ter enormes fundos e parceiros se isso não influencia o dia-a-dia? É uma falsa promessa falar em fundos, isso não existe. Só ajudam na compra.
Podem ajudar na medida em que a comparticipação alivia o investimento do Sporting. Aquilo que o clube poupa na compra pode direccionar para o dia-a-dia...
Do ponto de vista financeiro sim, mas do ponto de vista económico, ao serem parceiros, querem que seja garantido o capital. Nas amortizações teremos de considerar tudo, pois um dia teremos de devolver o capital. Estaremos a adiar um problema. Temos é, na fase de evolução do clube, um momento em que são necessárias parcerias, e à medida que se vai vendendo jogadores, melhorando as vendas, vai-se libertando um pouco para criar a sua própria autonomia.
Olhando para o futuro, que fatia orçamental irá contemplar para a criação da equipa B?
A perspectiva é que o crescimento natural dos juniores vá para a equipa B e depois para a equipa principal. Se por um lado é um custo, por outro é uma receita, porque podemos contratar menos jogadores na equipa principal. Já fazemos isso com os juniores. Queremos criar uma sinergia, para que não tenhamos a necessidade de termos tantos jogadores para os mesmos lugares. Deverá custar entre três a quatro milhões de euros.
Está a pensar em Sá Pinto para treinador?
[risos] É extremamente importante que as pessoas com aptidão para uma determinada função, onde demonstram excelente capacidade, se afirmem nos lugares. Sá Pinto está a fazer um excelente trabalho e há que ser exigente. Esse bom trabalho dará jogadores à equipa principal. Não estou a dizer que não possa ser promovido. É um trabalho fundamental para a formação. É importante que Sá Pinto esteja naquela função, porque consegue o resultado. Têm lá jogadores, qualidade, têm raça, fibra e gostam do Sporting. Sá Pinto, naquela função, é extremamente importante. Tirar a pessoa desta função e substituí-la por outra é um erro. Está numa função decisiva, é ele que forma os ases de amanhã.
Há jogadores que estão a pouco mais de ano e meio de terminar o contrato com o Sporting. Em que ponto estão os processos de renovação de Rui Patrício e Daniel Carriço? Pode prometer a continuidade deles?
Estão na fase da negociação. Estão a ser objecto de análise. As propostas estão em cima da mesa.
Confirma que há uma grande diferença de verbas entre as partes?
Não é problema. Rui Patrício e Daniel Carriço já mostraram maturidade suficiente na sua relação com o Sporting, e gostam de estar no clube. Os activos têm de ser hoje enquadrados como não estando de passagem. Quem entra para a formação tem de ter como referência a equipa principal e não jogar no Manchester United, Real Madrid ou Barcelona. O Sporting é reconhecido pela sua excelente formação, mas a marca não tem o mesmo valor da formação, e os jogadores têm passado pelo clube e depois valorizam-se noutros lados. O Sporting não ganhou a Liga dos Campeões nem a Liga Europa, não tem um currículo internacional muito forte, e a nossa preocupação é dizer aos jogadores que o destino é a equipa principal. Queremos que tenham o gozo de jogar na equipa principal e não a vontade de sair. Os jogadores que saem da formação, ao saberem que queremos que entrem na equipa principal, já ficam com uma visão de um nível salarial bom, pois também têm direito de o ter, já que contratamos outros jogadores que têm essa perspectiva.
Mas é preciso fazer dinheiro com a venda de activos...
O Sporting sabe que necessita de aumentar as suas receitas, o que é diferente de ter de aumentar as suas receitas com a venda de activos. Para termos uma equipa sustentada e sustentável, temos de a manter o mais estável possível. Não posso garantir que não apareça alguém e bata a cláusula de rescisão, mas em condições normais queremos manter a equipa. É evidente que há valores que os jogadores têm pelos quais podemos dispensá-los. Se o Sporting entender que é um bom negócio, podemos negociar abaixo da cláusula de rescisão, mas o nosso objectivo não é vender. Queremos ganhar sustentabilidade e fazer com que a equipa do Sporting, a sua marca, tenha um valor diferente do que tem. Queremos é aumentar as vendas noutras vertentes para sermos independentes da venda de activos.
E a Anderson Polga, vai renovar-lhe o contrato?
Polga disse que não estava à procura de pré-contratos e que se sentia bem no Sporting. É um verdadeiro capitão e vai ter um tratamento adequado no final da época. Quando o ambiente é bom, tudo melhora um pouco.
Foi só o ambiente que originou a subida de rendimento de Polga e de outros jogadores?
Tudo funcionou. O paradigma de contratação tem mostrado isso. Os jogadores da formação agora reagem de maneira completamente diferente às adversidades. Daniel Carriço, por exemplo, é um verdadeiro leão. Tudo porque o ambiente é diferente, a equipa está mais elevada e ele cresce também com ela. A maneira como lideramos também conta. Três horas antes de os jogos começarem, estou sempre com os jogadores; desloco-me à Academia nos mesmos dias. As pessoas percebem que há uma relação de proximidade com uma hierarquia completamente definida, sem haver choques nessa estrutura. Os salários são pagos a horas, há um conjunto de situações que fazem com que o ambiente seja outro. Se falar hoje com Polga vê um sorriso. Está tranquilo e sabe o que quer. É uma questão transversal a vários jogadores. Agora a equipa junta-se no meio do relvado antes dos jogos e no final vai agradecer aos adeptos. Foi uma decisão deles.
Quando Pinto da Costa dá um espirro os árbitros constipam-se", disse Eduardo Barroso. Assina por baixo?
Ele falou enquanto adepto. A relação que cada clube acha que deve ter com Liga e arbitragem é um problema de cada presidente. Não devo fingir e assobiar para o lado, dizendo que não tenho nada que ver com a FPF e Liga de Clubes. Quis participar e dizer quem é o meu representante. Não quero ser beneficiado e não quero ir para um jogo com cartas marcadas. Tenho de pugnar pela qualidade final do pacote. Entendo que devo trabalhar nas instâncias por dentro para que elas.
Que espera de Vítor Pereira à frente da arbitragem?
Espero que ele não possa, enquanto único responsável, atirar a culpa para A ou B. Espero que haja legislação, observadores, notas e escolhas adequadas, por forma a que o espectáculo seja melhor. Não aponto o dedo a A, B ou C, mas quero ter a certeza de que a minha equipa saiu do jogo e ganhou ou perdeu de forma justa.
Essa perspectiva aplica-se a Fernando Gomes?
Sim, claramente. Já estamos a falar de outra coisa para além da arbitragem. O que quero é equidade. A arbitragem tem de funcionar com profissionalismo e equidade. Não posso ficar com a ideia de que começo o campeonato com menos sete pontos. Isso é que é errado.
Esses sete pontos, somados aos que tem, dariam a liderança ao Sporting...
Sim, mais o caso da Académica. Na Taça, no jogo com o Marítimo, André Martins adianta a bola e é abalroado a seguir dentro da área. Um penálti claríssimo.
Qual foi a melhor contratação que o Sporting fez no Verão?
O grande negócio que fez foi a equipa que tem. Desde a equipa técnica, à estrutura do futebol e Direcção. Tudo o resto aconteceu com segurança, e os jogadores são uma consequência. Não tenho um jogador de que diga que estou arrependido de ter contratado.
Quando olhou para os nomes, qual foi aquele que não esperava contratar? Schaars?
Tenho confiança na equipa que está à procura, pois respondem-me com jogadores que são das selecções dos respectivos países, logo não são uma novidade. O risco é teoricamente menor. Liedson é que foi um caso raro. Para diminuir o grau de incerteza, definimos que os jogadores tinham de fazer parte das suas selecções. Depois há a idade, a mistura das idades. E foi nesta mistura bem feita que o sucesso apareceu. É difícil dizer se algum dos jogadores que pode ter surpreendido resultaria fora deste enquadramento. Já repararam que há dois jogadores de cada nacionalidade no plantel? Dois argentinos, dois holandeses, dois peruanos... É mais fácil a integração. As coisas não são feitas por acaso.
Em que ponto está o processo de fecho do fosso do Estádio José Alvalade?
Estamos a pensar avançar primeiro com os topos e depois com as partes laterais, pois ainda é um custo avultado. Um milhão de euros no total. Uns sítios vão ter publicidade e outros cadeiras. Provavelmente no final desta época estarão construídos os topos.
Há capital angolano no Sporting?
Não. Veja quantas equipas de futebol têm capital angolano. Se olhar para o mercado internacional e vir onde se gosta de futebol, de onde vêm os investimentos... É essa a relação.
O Catar pode representar um mercado a explorar?
Também. Estou a pensar em paragens onde há dinheiro e capacidade de investimento, onde há possibilidades efectivas de, gostando de futebol, poder investir. Se estou à procura de aumentar as vendas quando não há dinheiro, tenho de ir à procura dele.
Mercado asiático?
Por exemplo.
Daí a importância das escolas Academia?
Por exemplo. O que está em causa são os mercados onde há dinheiro, gostam de futebol e há vontade em investir no futebol. São vários factores.
Indicou o nome de Couto dos Santos para a Liga de Clubes. Mas depois...
Disse-me que estava disponível para a Liga e apoiei, mas por razões pessoais decidiu sair. A perspectiva é que fique em outras funções, como presidente da Mesa da Assembleia Geral da Liga. Apoio António Laranjo para a presidência da Liga.
Quantos lugares de época idealiza vender em 2012/13?
Estamos perto das 26 mil vendidas esta temporada, e agora estamos com novas vendas. No primeiro ano em que estive no Sporting, em 2003, fizemos 34 mil. Se pudermos repetir esse número, será excelente.
Depois de tudo o que se passou antes e depois do dérbi, como estão as relações entre Sporting e Benfica?
As relações entre duas instituições como Sporting e Benfica não se questionam. Como se cortam relações entre duas instituições com mais de cem anos que já existiam e vão continuar a existir? Existem pessoas, e a relação é que pode ficar mais ou menos sentida, mais ou menos amachucada. Aquilo que se passou no dérbi fez com que apresentássemos uma exposição à Liga para defender a imagem do clube. Houve uma danificação dessa imagem através do tratamento dado a dois dirigentes.
Será bem recebido na segunda volta?
Sim. Temos uma relação com as organizações de adeptos completamente sistematizada. Temos tudo assinado e entregámos o regulamento e as normas ao ministro da Administração Interna. Quem prevaricar é expulso. Queremos elevar o futebol, colocar o fair play acima de tudo e ganhar dentro das quatro linhas. Quero é ganhar aí. Se o Benfica tivesse vindo jogar em Alvalade para a Taça de Portugal, em vez das cinco pessoas para revistar os adeptos, estariam 50 ou as que fossem necessárias. Queremos trazer as mulheres e as crianças ao futebol. Não queremos pôr gaiolas, mas abrir as portas.
Falou com Luís Filipe Vieira depois do dérbi?
Não. Colocámos o processo na Liga de Clubes, não tenho razões para telefonar. O Benfica é igual ao FC Porto e a qualquer equipa. Por acaso falei com Jorge Nuno Pinto da Costa por causa da questão da Liga de Clubes. Falamos com naturalidade entre presidentes quando é necessário.
Ficou refém das declarações do seu vice-presidente Paulo Pereira Cristóvão na noite do dérbi? Subscreveu-as no dia seguinte...
As coisas têm de ser colocadas no momento e no contexto. Paulo Pereira Cristóvão fez aquelas declarações naquele momento e contexto. Fora daquele momento e contexto teria feito outras declarações. Temos de enquadrar a maneira como foram feitas, o porquê de terem sido feitas e a pressão a que estiveram submetidas. Respondeu, e bem, naquele momento e contexto. Revi-me nas declarações naquelas condições.
Fonte: O Jogo Online
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
A entrevista de Godinho Lopes e os milionários asiáticos no Sporting (Por Rui Calafate)
Li a entrevista de Godinho Lopes ao Expresso. Deve ter sido curta, pois muitos temas ficaram por abordar.
Fiquei a saber que o Presidente do Sporting faz yoga e dorme tranquilo, o que é importante, que jogava futebol a defesa-esquerdo e mais importante que vai abrir o capital da SAD a investidores, em princípio estrangeiros.
A frase que faz título é um bocadinho "messiânica": «Se não tivesse vindo para cá (...), o Sporting tinha acabado», o que me parece um bocadinho exagerado.
Registo ainda esta frase: «as contratações foram decididas uma a uma por mim. O Carlos Freitas é um ás, e quem me foi colocado enquadrava-se no perfil». Pergunta minha: então e onde mora no processo Luis Duque?
Mas vamos ao que é verdadeiramente novo: a abertura de capital da SAD: «por isso estou a pensar fazer - comunicando à CMVM primeiro - uma abertura de capital da SAD. Naturalmente que andamos a fazer há muito tempo o trabalho de casa e, quando e se houver o investidor (...).É um tema que terá de passar pelos sócios».
Godinho Lopes tem sempre cuidado, em mais passagens, de deixar tudo ao cuidado dos sócios, isso é positivo. E afirma: «Há um investidor que chega e diz: "só entro se você me der tranquilidade de quatro anos". Nessa altura haverá eleições. Mas digo-lhe mais: se isso suceder, a única coisa que direi é que tenho um investidor, nem faço campanha». Portanto, vamos ter eleições em breve e, se a equipa de futebol estiver bem, o Presidente é praticamente imbatível pois está popular junto da maioria dos sócios. Mas é natural que tenha alguma oposição.
Quanto aos investidores internacionais, o Sporting tem efectuado "démarches" na Ásia, Médio Oriente e Inglaterra. Confirmo o nome do multimilionário de Singapura, Peter Lim (aqui julgo que com a ajuda de Jorge Mendes); Carlos Barbosa (julgo que pela mão de Ângelo Correia) já esteve no Qatar, mas as coisas não correram bem; e foi contactado o grupo de indianos que comprou o Blackburn Rovers.
Tenho reflectido sobre este assunto, há mais de uma semana que o faço. O Sporting, infelizmente, está numa situação financeira gravíssima. Construtivamente, entendo que a abertura a investidores pode ser positiva e nada tenho contra ela. Mas não podemos esquecer duas coisas:
-O Sporting é um Grande. Não é o Beira-Mar, por isso qualquer investidor terá de dar garantias futuras, para não vir cá brincar um bocadinho e depois se ir embora deixando o clube na lama. E eu preferia que fosse sempre um português sportinguista a investir, manda assim o coração, apesar de racionalmente ser difícil.
-O Sporting é um Grande clube eclético. Todos amamos o futebol, mas adoramos os atletas de todas as modalidades que nos trazem conquistas e orgulho. E o modelo dos milionários asiáticos está sustentado apenas no futebol. Por isso na SAD não renego a entrada de investidores, no clube para mim isso é proibido.
E mais importante de tudo: ouvindo os sócios e respeitando a sua decisão, nada passando sem o seu crivo, pois o tempo dos cheques em branco - o do catastrófico projecto Roquette - já morreu.
Rui Calafate
Administrador do Grupo Facebook: Leão Pela Verdade (Por Um Sporting Transparente)
Proprietário do Blogue It's PR Stupid
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terça-feira, 27 de dezembro de 2011
2012 - Ano verde e branco?
Aproxima-se, a uma velocidade vertiginosa, o ano de 2012, ano esse que se espera de grandes sucessos para o Sporting Clube de Portugal, e por "arrasto", de grandes alegrias para todos os sportinguistas, que anseiam, mais do que nunca, por um Sporting ganhador...à altura da sua história e grandeza.
O nosso clube é hoje liderado e gerido por uma nova "estirpe" de dirigentes e funcionários, pessoas essas que têm conseguido, com relativo sucesso, criar as bases, sólidas esperam-se, para que o futuro da nossa Instituição seja mais risonho e desanuviado, em claro contra-ciclo com o passado recente, onde foram cometidos erros inaceitáveis.
Godinho Lopes trouxe, não tenho dúvidas, um novo "ar" ao Sporting, sabe como ninguém o que tem de ser feito para "desbravar" o caminho que nos há-de levar ao futuro, futuro esse que se espera grandioso, a grandeza do nosso clube assim o exige, e exige que à frente dele estejam pessoas com visão, competência e paixão pelo Sporting.
O Sporting Clube de Portugal cresceu, e não só no que ao futebol diz respeito, teve uma evolução significativa nas modalidades ditas amadoras/semi-profissionais, aqui mérito para o Director das Modalidades, Mário Patrício, que tem ao longo dos anos servido o nosso clube com afinco e profissionalismo.
Em 2012 avançarão, muito provavelmente, os projectos da construção do novo Pavilhão, assim como a cobertura do fosso do Estádio Alvalade XXI (essa aberração arquitectónica criada por Tomás Taveira, num dia desafortunado, em que não devia ter chegado perto do cavalete), mais do que medidas pontuais, serão estruturantes, e demonstrativas de um Sporting progressista e dinâmico.
A altura é pois de união e consenso, de todos nós, sportinguistas, e em especial os associados desta grande Instituição, arregaçarmos as mangas, e trabalharmos, dia após dia, para que o Sporting seja aquilo que tanto ambicionamos, e ocupe definitivamente o lugar que lhe pertence por direito próprio.
O futuro trabalha-se, mas ele será, sempre, reflexo do presente, e das medidas que a cada dia se tomarem, sabendo que nada nesta vida é infalível, e que alguns erros serão, com toda a certeza cometidos...a família leonina não exige gestões e lideranças perfeitas, pois isso é inumano, mas deseja que a organização Sporting seja eficiente, é esse o nosso destino colectivo, e o da nossa grandiosa Instituição centenária.
Feliz 2012 para todos aqueles que sentem o Sporting como uma verdadeira e intensa paixão!
Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim
Renato Neto - Análise ao 1º reforço de Inverno
Renato Neto é, muito provavelmente, um dos maiores produtos das escolas do Sporting, no que a médios defensivos diz respeito, jogador de grande estampa física, excelente sentido posicional, de remate fácil e cuja visão de jogo lhe permite, muitas vezes, assistir os seus colegas da frente para a finalização.
Recrutado ainda jovem no Brasil, cedo demonstrou qualidades que indicavam que poderia estar ali um futuro jogador de topo, Renato Neto foi muitas vezes comparado a Yaya Touré e até a Patrick Vieira, não só pelas características morfológicas, como pela postura dentro das quatro linhas, tudo isso aliado a uma personalidade calma, amadurecida, coisa rara num "menino" de 20 anos.
Campeão júnior pelo Sporting, viu reduzidas as possibilidades de vir a fazer parte do plantel principal, o "inóspito" campeonato belga e o modesto Cercle Brugge foram as alternativas encontradas para o fazer evoluir, tal Liga, além de dura fisicamente, por tudo o que está relacionado com as condições climatéricas do país e estampa atlética dos seus jogadores, foi o "playground" ideal para ele, sabe-se hoje.
Renato Neto não só foi opção regular no clube belga, como passou a ser titular indiscutível, e cuja evolução exibicional registou sempre melhorias com o passar dos meses, ao ponto de ter sido eleito para o onze ideal daquela competição, e várias vezes considerado o melhor médio da prova, o que numa equipa "modesta", atrás dos grandes Anderlecht, Standard, Genk, FC Bruges e Gent, só dava boas indicações.
A lesão de Rinaudo colocou o plantel do Sporting em estado de alerta máximo, para aquela posição sobrava André Santos, e o adaptado Daniel Carriço (que até se lesionou recentemente), era urgente ir ao Mercado, e o jovem médio parece ser a solução encontrada pelos responsáveis leoninos, pois a sua vinda não acarreta custos, ao contrário do polaco Salamon (o Brescia exigia qualquer coisa como 7 milhões de euros pelo passe), além de que Renato Neto é um jogador perfeitamente identificado com a filosofia e métodos de trabalho do Sporting.
Cabe agora a Domingos não cortar a evolução de um "diamante" em estado puro, a vinda do jovem médio exige que se aposte nele, até para não criar uma estagnação no seu processo de amadurecimento...em Fevereiro haverá Rinaudo, se a ideia da vinda de Renato Neto é a de ser utilizado, exclusivamente, durante o mês de Janeiro e na Taça da Liga, parece-me então que o ideal era o mesmo ter continuado no Cercle Brugge, esperemos pois que a confiança que agora se deposita nele seja traduzida em minutos de utilização.
Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
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Os sportinguistas, na sua esmagadora maioria, avaliaram o trabalho da actual Direcção, como altamente positivo/satisfatório, dos 158 votantes, 147 afirmaram que o mesmo está entre o excelente e o razoável, 8 consideram-no insuficiente, e 3 optaram por não responder, nenhum o catalogou como mau.
Parece pois, aos olhos da votação, que o Sporting e o seu momento actual, agradam, de forma quase consensual, à maioria dos sportinguistas, o rumo traçado, diferente daquele seguido pelas anteriores Direcções, e os bons resultados desportivos, parecem assim ter sido fundamentais, resta pois e em nome do sucesso do nosso clube, que tais avaliações se mantenham no final da corrente época desportiva.
Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim
Misturar "alhos com bogalhos"
Caros sportinguistas,
Desejo a todos vós, e sem excepção, uma Quadra vivida em harmonia, paz, na companhia dos que vos são mais próximos, e faço Votos que o nosso Sporting possa continuar a dar-nos alegrias, como o tem feito recentemente, e que tenha, em 2012, os maiores sucessos desportivos.
Li ontem, e para grande tristeza minha, enquanto sportinguista, a mensagem pessoal de Natal do ex-candidato Bruno de Carvalho, onde o mesmo, aproveitando a popularidade da Quadra, colocou em causa uma série de coisas a nível da actual Gestão e liderança do nosso clube, misturando tal situação com os Votos normais que se devem endereçar nesta data.
Um trimestre com contas negativas (absolutamente natural tendo em conta os investimentos que se fizeram) parece ser o suficiente para que muitos continuem no trilho dos seus objectivos pessoais, objectivos esses que hoje não parecem mais do que uma "quimera" ou mera "utopia" aos olhos da esmagadora maioria dos sportinguistas, destinados pois ao quase total fracasso.
Há momentos para tudo, para se criticar quando se impõe faze-lo, para se elogiar quando tal é de inteira justiça, e acima de tudo para se decidir o mais importante de tudo a nível do sportinguismo, ou somos uma pedra na engrenagem, ou simplesmente mais um a trabalhar e a contribuir para um Sporting Clube de Portugal ao nível do que a sua história, grandeza e tradição exigem.
Felizmente, e para "descontentamento" de alguns, o nosso clube parece estar a reencontrar-se com a sua história, com o seu destino, se pensarmos nos quatro anos anteriores ao Mandato da actual Direcção, onde o percurso desportivo e financeiro do Sporting foi algo do mais degradante, hoje sabemos que o nosso clube deu uma volta de 180º a tão trágica situação.
Onde estava, durante esses quatro anos, o referido ex-candidato?...quantas vezes veio a público criticar, como faz agora, a pior Gestão desportiva e financeira da história centenária do Sporting Clube de Portugal?! Julgo que a resposta, se não for zero, pouco longe disso andará, critica-se agora aproveitando o que um fenómeno ao estilo de "Peter Pan" granjeou, tão só e nada mais.
PS- Misturar Votos de Boas Festas com agendas políticas, com o acto de criticar, é o mesmo misturar "alhos com bogalhos", e aproveitando a terminologia da Quadra, resta-me dizer...que nem lembraria ao menino Jesus.
Boas Festas 2011,
Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Pro Scouting - Aquilo que o Sporting precisa
Hoje, numa conjuntura internacional adversa, e com o nosso país mergulhado numa crise sem precedentes, e pior, sem fim à vista, cabe saber investir no investimento, parece uma redundância, mas não é...é necessário modernizar, investir um pouco mais, para ganhar, desportiva e financeiramente, mais adiante.
O Scouting do Sporting, neste momento, e pelo menos a médio prazo, está circunscrito a Carlos Freitas e Paulo Menezes, sendo conhecedores profundos do futebol e do Mercado de jogadores, não são, e não devem ser suficientes numa estrutura que se pretende que seja mais eficiente dia após dia.
Funcionando bem e com as armas que tem à sua disposição, o gabinete de Scouting Sporting conseguiu bons reforços, alguns a preço de "saldo", mas ainda funciona de forma redundante, ou seja, existe uma via "criativa", e se esta falhar não existe um "backup", humano e logístico, que salte por cima da "falha"...e isso é entregar o "ouro ao bandido".
Cabe hoje saber onde se encontram as oportunidades de negócio, conhecer os Mercados europeu, sul-americano e africano como a "palma da nossa mão", ter gente a trabalhar individualmente, no quase anonimato, só reportando a quem chefia o Scouting, permitindo assim mais e melhor análise, totalmente independente.
É (penso modestamente) chegada a altura de modernizar, redimensionar e investir num gabinete de Scouting maior, mais eficaz e acima de tudo mais profissionalizado, à semelhança do que se passa em clubes como o Manchester United, Barcelona, Bayern ou AC Milan.
Infelizmente ainda existe uma mentalidade antiquada no seio do futebol português, de que duas ou três pessoas, aliadas a um empresário de jogadores influente, são mais do que suficientes para estar e agir no Mercado de transferências...tal, além de criar possibilidades de existirem relações de favorecimento e promiscuidade, é altamente limitativo.
Um clube nunca deve favorecer um empresário, é essa, e pela minha experiência no que ao Scouting diz respeito, a única via e a regra de ouro a seguir, pois apostar tudo, ou quase tudo, numa linha de rumo é ilógico, e não devem ser tais empresários a fazer, em parte, o trabalho de prospecção de um clube, por muitas e variadas razões...e não são também, os chamados "olheiros" nas horas vagas, alternativas funcionais num clube que se pretende cada vez mais profissional.
É necessário pois melhorar o que já funciona bem, tal visão só trará benefícios ao clube, a médio e longo prazo, sabendo que a "estrada" é longa, por vezes ingrata...mas sempre tendo em mente que uma postura visionária, dinâmica e produtiva só engrandecerá o Sporting na sua actuação no Mercado, colhendo daí os consequentes frutos...haja coragem para "abraçar" tal mudança e projecto.
Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim
O Scouting do Sporting, neste momento, e pelo menos a médio prazo, está circunscrito a Carlos Freitas e Paulo Menezes, sendo conhecedores profundos do futebol e do Mercado de jogadores, não são, e não devem ser suficientes numa estrutura que se pretende que seja mais eficiente dia após dia.
Funcionando bem e com as armas que tem à sua disposição, o gabinete de Scouting Sporting conseguiu bons reforços, alguns a preço de "saldo", mas ainda funciona de forma redundante, ou seja, existe uma via "criativa", e se esta falhar não existe um "backup", humano e logístico, que salte por cima da "falha"...e isso é entregar o "ouro ao bandido".
Cabe hoje saber onde se encontram as oportunidades de negócio, conhecer os Mercados europeu, sul-americano e africano como a "palma da nossa mão", ter gente a trabalhar individualmente, no quase anonimato, só reportando a quem chefia o Scouting, permitindo assim mais e melhor análise, totalmente independente.
É (penso modestamente) chegada a altura de modernizar, redimensionar e investir num gabinete de Scouting maior, mais eficaz e acima de tudo mais profissionalizado, à semelhança do que se passa em clubes como o Manchester United, Barcelona, Bayern ou AC Milan.
Infelizmente ainda existe uma mentalidade antiquada no seio do futebol português, de que duas ou três pessoas, aliadas a um empresário de jogadores influente, são mais do que suficientes para estar e agir no Mercado de transferências...tal, além de criar possibilidades de existirem relações de favorecimento e promiscuidade, é altamente limitativo.
Um clube nunca deve favorecer um empresário, é essa, e pela minha experiência no que ao Scouting diz respeito, a única via e a regra de ouro a seguir, pois apostar tudo, ou quase tudo, numa linha de rumo é ilógico, e não devem ser tais empresários a fazer, em parte, o trabalho de prospecção de um clube, por muitas e variadas razões...e não são também, os chamados "olheiros" nas horas vagas, alternativas funcionais num clube que se pretende cada vez mais profissional.
É necessário pois melhorar o que já funciona bem, tal visão só trará benefícios ao clube, a médio e longo prazo, sabendo que a "estrada" é longa, por vezes ingrata...mas sempre tendo em mente que uma postura visionária, dinâmica e produtiva só engrandecerá o Sporting na sua actuação no Mercado, colhendo daí os consequentes frutos...haja coragem para "abraçar" tal mudança e projecto.
Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
O Sporting e o Mercado de Janeiro
Lesões, sub-rendimentos, historial de mazelas crónicas, são esses os problemas do plantel do Sporting nos dias de hoje, muita gente importante de fora, gente que faz falta e cuja ausência sobrecarrega quem está apto e a jogar, é preciso olhar para o Mercado com olhos de ver, essa parece ser uma inevitabilidade.
Os responsáveis já o assumiram, e quem tem experiência no que ao fenómeno recursos humanos-plantel-duração de uma época desportiva diz respeito, sabe por "calo" e acima de tudo por conhecimento, que não há muito mais a fazer se não reforçar o plantel em Dezembro-Janeiro.
A questão é se a situação financeira do Sporting permite tal desiderato, fala-se hoje na aquisição de um defesa-central e de um médio defensivo (o chamado "tampão"), mas a aquisição de uma unidade ofensiva com as características de van Wolfswinkel também é, ou devia ser, uma prioridade...é que na frente, com capacidade de fazer golos, só o holandês, e isso, para quatro frentes é curto, muito curto.
Essa abordagem ao Mercado só vislumbra dois cenários, conseguir-se cedências de jogadores dos maiores clubes da Europa, jogadores que tenham qualidade incontestada, e que joguem pouco, ou fazer um esforço financeiro e comprar de facto, o que nunca foi boa política nas reaberturas de final de ano, até porque se assim for o Sporting precisará de ter pelo menos dez milhões de euros para gastar.
A questão é se os tem, ou em última análise, se os pode arranjar, e com que custos, comprometendo o quê?...resta pois fazer o "trabalho de casa" bem feito (e já o está), ser-se equilibrado nas escolhas e acima de tudo conseguir contra-balançar a rápida eficiência à prudência que tal movimentação exige, é que o sucesso desportivo, dependendo muito da planificação atempada, também necessita da audácia do improviso.
Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Silêncio de ouro - A virtude de sair de cena
Há alturas em que ter a última palavra não tem nada de nobre, superior ou sequer positivo...sair de cena e não alimentar mais certas questões e divergências, é, sempre foi e será a melhor arma, e o Sporting precisa, neste momento, de tudo menos de se distrair com ruídos de fundo estéreis, provocatórios e acima de tudo ofensivos.
Já sabemos o que se passou com os bilhetes, com a tal "jaula" da Luz, com as fracas condições oferecidas aos sportinguistas que se deslocaram ao Estádio, do incêndio na bancada e de tudo o que daí foi consequência natural, numa guerra de palavras que leva mais de três dias e que arrasta para o desgaste quem dele não precisa, o Sporting.
A estratégia dos nossos dirigentes e responsáveis de Comunicação e Imprensa parece, finalmente, ser essa, e em boa hora tal postura foi decidida e assumida, a partir daqui, era, como se diz na gíria, "sempre a descer", prometendo-se levar a discussão para níveis inenarráveis, se alguém tiver de o fazer, que não sejamos nós.
Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim
domingo, 27 de novembro de 2011
Resposta a João Gabriel que ofendeu os sportinguistas (por Rui Calafate)
Não gosto particularmente de João Gabriel. Não gosto daquela foto do seu livro autobiográfico em que se dá a importância de pôr Jorge Sampaio a apertar-lhe o nó da gravata. É um traço de personalidade que revela pouco verniz, o que ostenta diariamente quando defende o clube que lhe paga.
É certo que o Benfica tem um director de comunicação duro, às vezes de baixo nível como ele ontem foi, mas tem um director de comunicação. Algo que o meu clube tem na folha de pagamentos, mas que depois não existe. No caso, é uma directora. Mas não quero falar disso agora, tenho a consciência tranquila pois alertei para este assunto há muito tempo.
As declarações de joão Gabriel são graves e classifico-as de tão mau gosto, como dois idiotas do Canal Q que gozaram com dois jovens leões que caíram no fosso. O arcanjo ontem disse isto: «Não houve fosso, ninguém caiu ao fosso». E com isso não se brinca.
Pois não João Gabriel, mas houve uma jaula construída à pressa para aquecer e deteriorar as relações entre rivais. E bem sabe que o clube que lhe paga também se tornou especialista em armações sujas e que não dignificam o futebol, como o caso do túnel; e esquece-se também que foram os adeptos do clube que lhe paga para ser incendiário que mataram o Rui com um very-light na final do Jamor.
João Gabriel deu-se ainda ao luxo de desafiar Godinho Lopes: «Gostaria que o presidente do Sporting Clube de Portugal diga se assina publicamente essas declarações, essas sim pré-históricas, do seu vice-presidente Paulo Pereira Cristóvão». Pois em comunicado a direcção reitera tudo o que disse o vice-presidente que encabeçou em bom tempo a estada da mesma junto dos adeptos na jaula e que eu sempre apoiei.
Os sportinguistas foram mal tratados, foram demoradamente revistados, atrasaram intencionalmente a sua entrada e pagaram 22 euros para ver um jogo numa jaula. Algo que espero que a direcção não perdoe na 2a volta.
E depois o funcionário do Benfica ainda provocou para a 2a volta: «Queremos 40.000 bilhetes para Alvalade, pagamos adiantado e não devolveremos nenhum». Que grande herói! Então paguem já a diferença entre os que têm direito e os que nunca receberão que o Sporting dará a verba a uma instituição de solidariedade social.
João Gabriel fala de «demagogia e populismo» da direcção do Sporting. Mas basta ler as declarações de que dei nota neste post para perceber que o arcanjo é incendiário, demagogo e populista. E, já agora, sem nível. João Gabriel faz o papel para que lhe pagam, é eficaz, tirou a direcção de cena e protege-a. Tenho pena que no meu clube ainda não se perceba que os campeonatos não se ganham só no campo, mas também no universo mediático. E que contra-ataque.
PS: Da direcção do Sporting que esteve na jaula, a todos saúdo e a todos os adeptos também. Lamentavelmente, o vice para a comunicação e marketing, sr. Carlos Barbosa, não esteve uma vez mais presente. É só uma nota que deixo como pormenor.
É certo que o Benfica tem um director de comunicação duro, às vezes de baixo nível como ele ontem foi, mas tem um director de comunicação. Algo que o meu clube tem na folha de pagamentos, mas que depois não existe. No caso, é uma directora. Mas não quero falar disso agora, tenho a consciência tranquila pois alertei para este assunto há muito tempo.
As declarações de joão Gabriel são graves e classifico-as de tão mau gosto, como dois idiotas do Canal Q que gozaram com dois jovens leões que caíram no fosso. O arcanjo ontem disse isto: «Não houve fosso, ninguém caiu ao fosso». E com isso não se brinca.
Pois não João Gabriel, mas houve uma jaula construída à pressa para aquecer e deteriorar as relações entre rivais. E bem sabe que o clube que lhe paga também se tornou especialista em armações sujas e que não dignificam o futebol, como o caso do túnel; e esquece-se também que foram os adeptos do clube que lhe paga para ser incendiário que mataram o Rui com um very-light na final do Jamor.
João Gabriel deu-se ainda ao luxo de desafiar Godinho Lopes: «Gostaria que o presidente do Sporting Clube de Portugal diga se assina publicamente essas declarações, essas sim pré-históricas, do seu vice-presidente Paulo Pereira Cristóvão». Pois em comunicado a direcção reitera tudo o que disse o vice-presidente que encabeçou em bom tempo a estada da mesma junto dos adeptos na jaula e que eu sempre apoiei.
Os sportinguistas foram mal tratados, foram demoradamente revistados, atrasaram intencionalmente a sua entrada e pagaram 22 euros para ver um jogo numa jaula. Algo que espero que a direcção não perdoe na 2a volta.
E depois o funcionário do Benfica ainda provocou para a 2a volta: «Queremos 40.000 bilhetes para Alvalade, pagamos adiantado e não devolveremos nenhum». Que grande herói! Então paguem já a diferença entre os que têm direito e os que nunca receberão que o Sporting dará a verba a uma instituição de solidariedade social.
João Gabriel fala de «demagogia e populismo» da direcção do Sporting. Mas basta ler as declarações de que dei nota neste post para perceber que o arcanjo é incendiário, demagogo e populista. E, já agora, sem nível. João Gabriel faz o papel para que lhe pagam, é eficaz, tirou a direcção de cena e protege-a. Tenho pena que no meu clube ainda não se perceba que os campeonatos não se ganham só no campo, mas também no universo mediático. E que contra-ataque.
PS: Da direcção do Sporting que esteve na jaula, a todos saúdo e a todos os adeptos também. Lamentavelmente, o vice para a comunicação e marketing, sr. Carlos Barbosa, não esteve uma vez mais presente. É só uma nota que deixo como pormenor.

Rui Calafate
Administrador do Grupo Facebook: Leão Pela Verdade (Por Um Sporting Transparente)
Proprietário do Blogue It's PR Stupid
Link do artigo
João Gabriel - O Pinóquio Emborrachado
Este senhor, além de arrogante, incompetente, instigador das palavras que o Eusébio proferiu em relação ao Sporting, e de consumidor frequente e em quantidade de bebidas de teor espirituoso, é também um enorme mentiroso..."Foi claro pela transmissão televisiva que houve lugares vazios na zona visitante", cabe esclarecer quem se deixa afectar pelo consumo excessivo de álcool e pela mentira compulsiva:
1- Havia 3 a 4 filas vazias, as mais próximas junto à rede, não porque não houvessem adeptos sportinguistas para as encher, mas porque o dispositivo policial e os stewards formaram ali um cordão de segurança e não permitiram que os mesmos as utilizassem.
2- O nº de cadeiras naquele sector era inferior ao nº de bilhetes vendidos (3425), isso era óbvio ao 1º olhar, não era preciso ser-se um cientista para se lá chegar, havia de facto pessoas nas coxias, nas bocas de acesso e a dividirem cadeiras.
3- Abrir uma porta, com cinco filas, com um vigilante por fila, para revistar, um a um, 3425 sportinguistas, num período de 75 minutos é sintomático de uma de duas coisas...premeditação óbvia para retardar a nossa entrada no recinto, ou incompetência grosseira para a gestão e controle de acessos a eventos desportivos.
4- A falta de condições era notória, só uma casa de banho aberta e um bar com um balcão de 3 metros de largura, todos os outros espaços iguais estavam fechados, isto tudo para 3425 pessoas, seriam até mais que isso, pessoas essas que pagaram 22€, e que merecem respeito, nem que seja como consumidores pagantes.
5- Muitos elementos da Polícia de Intervenção e do SIR, disseram, em alto e bom som, que eram as ordens do Benfica, e que nada podiam fazer, em virtude de ser o proprietário do espaço a decidir como se processam as entradas.
Cabe pois dizer ao sr. João Gabriel, que as tácticas utilizadas pela Instituição para a qual trabalha são pré-históricas, ao nível das condições com que nos presentiaram, e que as mesmas só passam despercebidas a quem tiver uma capacidade cognitiva ao nível da maioria dos restantes 59 mil espectadores que estavam no Estádio.
Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim
sábado, 26 de novembro de 2011
Esclarecimento
Caros,
Tomei conhecimento nos últimos dias, e com grande tristeza, que há quem, depois de tantos anos em que servi o Sporting, como sócio, adepto e ex-atleta, ainda duvide do meu sportinguismo, essas dúvidas só são justificadas perante dois cenários, querelas pessoais ou as ainda, e infelizmente ainda, picardias políticas existentes.
Parece que alguns se incomodaram que eu tenha sido convidado pela SAD do Benfica para ver o jogo de logo na Luz, mas serei um entre dezenas, ou até centenas de sportinguistas, que receberam convites para logo à noite, e que têm familiares, amigos e conhecidos a trabalhar naquele clube.
Fui o que sempre sou, coerente, claro e frontal, assumi-o publicamente, mais tarde perante a recusa dos Corpos Sociais em deslocarem-se para a Tribuna, vi-me confrontado pela minha consciência e tomado de assalto pelo espírito solidário que deve nortear todos os sportinguistas, fiz o que achei que devia fazer, devolver o convite que havia recebido.
Arrisquei-me a não ver o jogo, mas felizmente consegui bilhete para apoiar nosso Grande Amor, na tal "jaula" que nos espera, para mim a partir de certo momento era ver o jogo junto da minha 2ª família, ou nem sequer meter os cotos no Estádio.
Estranho pois que haja quem se preocupe com os motivos pelos quais fui convidado pela SAD do nosso rival, em vez de se dignar a registar o acto, nobre julgo eu, de devolver um convite (gratuito) num lugar priveligiado, e decidir pagar 22€ para assistir ao jogo, em comunhão e solidariadade, junto dos meus, no lugar menos amistoso e confortável do Estádio.
Haverá aqueles, que, na mesma posição do que eu, ficaram calados, e logo estarão sentados em lugares VIP, cultivando o seu ego, e marimbando-se para quem está "na jaula", eu não sou assim, defendo aquilo em que acredito e a minha postura sempre foi, é e será, baseada nesse valor supremo.
Deixemo-nos pois de divisões desnecessárias e mesquinhez inconsequente, o Sporting só é uno, quando todos o formos, duvidarmos uns dos outros, ter antipatias, ódios de estimação, só nos aproxima dos adeptos dos clubes que tanto odiamos.
Sporting!!! Rumo à vitória!!!
Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim
Viagem ao quinto dos infernos - Antevisão do Benfica-Sporting
Nenhum outro jogo causa tanta expectativa e desperta tanta garra num sportinguista, como um derby contra o nosso eterno rival, sente-se um "frio na barriga", um "palpitar" estranho, imenso, incontrolável, quer-se ganhar, se possível com galhardia e superioridade total, o derby não é só um jogo, é muito mais que isso.
Já vi incontáveis jogos do nosso clube, em casa e fora, contra grandes equipas, e nenhum deles "mexe" tanto comigo como um derby, ando há dias a pensar neste jogo, "agiganto-me" por dentro, quero uma grande vitória do Leão, porque um jogo destes, valendo 3 pontos como os outros, vale muito mais, vale o cultivar do ego, do orgulho e da raça do Sporting Clube de Portugal.
Logo seremos 3500 adeptos, mais umas largas centenas espalhados pelo Estádio cujo nome recuso pronunciar, logo já não interessa o número de bilhetes cedidos, a "jaula" que convenientemente decidiram estrear contra nós, isso passa para 2º plano, logo só interessa ganhar, é isso que todos queremos, nem que seja por 1-0, e a jogar mal.
O Sporting deverá, a nível táctico, entrar mais expectante, apostando no contra-ataque, na pressão a meio campo e na proximidade das suas linhas, o Benfica jogando em casa, e pela filosofia de jogo do seu treinador, vai tentar controlar o jogo de ínicio, pelo menos no começo será esse o cenário mais previsível.
Cabe pois aos onze bravos leões que entrarem em campo mais logo, demonstrar que o Sporting pode e deve ambicionar ganhar este derby, é que uma vitória será algo de "descomunal" para a nossa auto-estima, e para o que falta jogar desta Liga, um importante passo rumo ao título...vamos lá então "invadir" e conquistar o quinto dos infernos.
Viva o Sporting, rumo à vitória!
Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim
Já vi incontáveis jogos do nosso clube, em casa e fora, contra grandes equipas, e nenhum deles "mexe" tanto comigo como um derby, ando há dias a pensar neste jogo, "agiganto-me" por dentro, quero uma grande vitória do Leão, porque um jogo destes, valendo 3 pontos como os outros, vale muito mais, vale o cultivar do ego, do orgulho e da raça do Sporting Clube de Portugal.
Logo seremos 3500 adeptos, mais umas largas centenas espalhados pelo Estádio cujo nome recuso pronunciar, logo já não interessa o número de bilhetes cedidos, a "jaula" que convenientemente decidiram estrear contra nós, isso passa para 2º plano, logo só interessa ganhar, é isso que todos queremos, nem que seja por 1-0, e a jogar mal.
O Sporting deverá, a nível táctico, entrar mais expectante, apostando no contra-ataque, na pressão a meio campo e na proximidade das suas linhas, o Benfica jogando em casa, e pela filosofia de jogo do seu treinador, vai tentar controlar o jogo de ínicio, pelo menos no começo será esse o cenário mais previsível.
Cabe pois aos onze bravos leões que entrarem em campo mais logo, demonstrar que o Sporting pode e deve ambicionar ganhar este derby, é que uma vitória será algo de "descomunal" para a nossa auto-estima, e para o que falta jogar desta Liga, um importante passo rumo ao título...vamos lá então "invadir" e conquistar o quinto dos infernos.
Viva o Sporting, rumo à vitória!
Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
A vitória segundo o "Evangelho" da raça - Análise ao Sporting-Sp.Braga

Entrou a meio gás o Sporting, os primeiros dez minutos foram de clara batalha de meio campo, com o Braga a surpreender e a ocupar os mesmos espaços que nós, a partir dessa altura, o Sporting acelerou e o quarto de hora seguinte foi decisivo, três oportunidades de golo, duas concretizadas, por Capel aos 14 minutos e Insúa aos 21.
Talvez pela falsa sensação de segurança que o 2-0 trazia, o Sporting encostou as suas linhas, "afrouxando" a sua torrente ofensiva, e o Braga, equipa com excelentes executantes, tomou conta do jogo, desde o minuto 25/26 até ao intervalo, criando mais oportunidades, tendo mais posse de bola, dando a ideia que podia (e merecia) ter ido para o descanso com outro resultado.
Na 2ª parte, jogo mais equilibrado, a exigir concentração máxima, dando sempre a ideia que um golo dos minhotos podia colocar a eliminatória em suspenso, mas uma arrancada de Elias, pelo meio, aos 47 minutos, seguida de falta de Elderson, e consequente expulsão do nigeriano, haveriam de colocar o Sporting com pé e meio na próxima fase da Taça de Portugal.
Domingos mexeu na equipa, para lhe dar frescura e para poupar os jogadores que estavam amarelados, o desafio continuou equilibrado, até a 10 minutos do fim, altura em que o Braga deu o "estoiro" do ponto de vista físico, é que jogar meia hora com menos um tem o seu "custo", e os bracarenses desapareceram do campo, tendo o Sporting criado, nessa altura, um par de oportunidades para fazer o 3-0, resultado que seria injusto para os pupilos de Leonardo Jardim.
Saudações leoninas,
Ruben Proença de Amorim
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